Secretário atribui buracos em Campo Grande a operação do MPMS e às chuvas

| Créditos: Foto: Marcelo Victor


O secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos de Campo Grande, André de Moura Brandão, atribuiu as dificuldades na recuperação do asfalto à Operação Buraco Sem Fim, do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), e ao aumento das chuvas.

Segundo ele, a suspensão de quatro dos sete contratos de tapa-buracos, em maio de 2026, reduziu as equipes de trabalho e comprometeu os serviços. A área recuperada mensalmente caiu de 92 mil metros quadrados para 17,9 mil em junho.

Embora a Prefeitura tenha retomado 12 equipes no fim de setembro, os resultados continuam abaixo do esperado. O secretário também apontou a redução dos repasses do Fundersul como fator que dificulta a manutenção das vias.

Deflagrada em maio, a Operação Buraco Sem Fim investiga suspeitas de irregularidades em contratos e aditivos que ultrapassam R$ 113 milhões. As apurações envolvem possíveis pagamentos de propina e serviços executados inadequadamente.

Diante das condições das ruas, a Câmara Municipal prepara uma CPI para investigar os contratos de tapa-buracos, a qualidade dos reparos e as responsabilidades pela situação do asfalto na Capital.

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