Saúde digital amplia acesso e reduz filas no Sistema Único de Saúde
- porRedação
- 18 de Fevereiro / 2026
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Com a implantação das bases da saúde digital em todo o território estadual, Mato Grosso do Sul tem ampliado o acesso à atenção especializada e reduzido as filas de regulação no SUS. Em 2025, houve expansão consistente da telemedicina e do telediagnóstico, com incorporação estruturada de modalidades como tele-ECG, teledermatologia, teleoftalmologia, teleconsultas, teleinterconsultas e teleconsultorias na Rede de Atenção à Saúde, elevando a resolutividade dos atendimentos.
O principal destaque é o tele-ECG (tele-eletrocardiograma), que registrou 84.880 exames realizados em 2025, consolidando-se como uma das ferramentas clínicas mais utilizadas na rede pública estadual. No mesmo período, as teleinterconsultas somaram 18.630 atendimentos, fortalecendo o suporte especializado às equipes da Atenção Primária e qualificando a condução clínica dos pacientes nos próprios municípios.
De acordo com monitoramento do Ministério da Saúde, todos os municípios do Estado já contam com ofertas de telessaúde e avançam na organização do uso dos serviços, alinhados aos eixos do Programa SUS Digital: cultura e educação permanente em saúde digital; soluções e serviços tecnológicos; e interoperabilidade e uso estratégico da informação.
Cobertura e impacto na regulação
A ampliação do telediagnóstico tem impactado diretamente a regulação estadual. Atualmente, 60 municípios utilizam tele-ECG e 28 contam com teledermatologia. Outros oito participaram da campanha itinerante de teleoftalmologia, com 954 exames realizados, ampliando o acesso a diagnóstico especializado.
Quatorze municípios apresentam alto índice de resolutividade via teleatendimento, com redução expressiva — e, em alguns casos, eliminação — da demanda reprimida por especialidades. Entre eles estão Caracol, Aquidauana, Pedro Gomes, Brasilândia, Coxim, Fátima do Sul, Angélica, Anastácio, Deodápolis, Rio Negro, Sidrolândia, Selvíria, Vicentina e Bandeirantes.
Para a secretária-adjunta de Estado de Saúde, Crhistinne Maymone, o próximo passo é consolidar o uso contínuo das ferramentas digitais. “Os avanços demonstram o potencial da telessaúde para ampliar o acesso e reduzir desigualdades. Agora, é fundamental integrar as soluções digitais à rotina dos serviços, com fluxos organizados e equipes engajadas para gerar impacto permanente no cuidado”, destaca.
Estrutura e política de saúde digital
A política estadual é coordenada pela Superintendência de Saúde Digital da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul (SES), em articulação com os municípios. Segundo a superintendente Marcia Tomasi, a prioridade é qualificar o uso da estrutura já implantada. “A base tecnológica está disponível em todo o Estado. O foco é apoiar as equipes na incorporação da telessaúde ao processo de trabalho, fortalecendo a rede assistencial”, afirma.
O avanço é sustentado por portarias federais publicadas em 2025 que reforçam a política de saúde digital no SUS e por investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), com envio de kits multimídia e equipamentos para Unidades Básicas de Saúde, ampliando a capacidade de teleatendimento e telediagnóstico.
Modalidades e especialidades
O Núcleo de Telessaúde oferta atendimento remoto em diversas especialidades e formatos. As teleconsultorias, síncronas ou assíncronas, contemplam áreas como clínica médica, infectologia, dermatologia, pediatria, nefrologia, obstetrícia, hematologia, psiquiatria, endocrinologia, pneumologia, neurologia, geriatria, reumatologia, ortopedia, medicina de família, psicologia, nutrição e enfermagem.
As teleinterconsultas promovem troca técnica entre profissionais para apoio à decisão clínica em especialidades como cardiologia, endocrinologia, pneumologia, neurologia, pediatria, psiquiatria, nefrologia, infectologia e gastroenterologia, incluindo gestação de alto risco.
Já as teleconsultas conectam especialista e paciente diretamente, ampliando o acesso a áreas como endocrinologia, pneumologia, neurologia, pediatria, psicologia, nutrição, reumatologia e ortopedia.
Segundo a coordenadora do Telessaúde da SES, Rosângela Dobbro, a diversidade de modalidades sustenta os resultados alcançados. “A telessaúde aproxima o especialista do cidadão e apoia as equipes locais. Isso se reflete em mais acesso, cuidado qualificado e maior resolutividade da rede”, ressalta.
Foto: Agência Brasil






