Santa Casa de Campo Grande suspende cirurgias eletivas e cobra repasses da prefeitura

Santa Casa de Campo Grande | Créditos: Santa Casa


A Santa Casa de Campo Grande enfrenta nova crise financeira, com atrasos no pagamento de médicos e suspensão de atendimentos ambulatoriais e cirurgias eletivas. Segundo a diretora-presidente, Alir Terra, uma das ações judiciais em andamento cobra mais de R$ 46 milhões que a prefeitura teria deixado de repassar durante a pandemia.

De acordo com Alir, o reequilíbrio do contrato com o município permitiria regularizar a folha salarial e retomar o funcionamento normal do hospital. A Santa Casa atende cerca de 55% das demandas de média e alta complexidade da Capital e solicitou audiência com a prefeitura e o governo do Estado para discutir soluções.

A vice-prefeita Camilla Nascimento afirmou que o município buscará apoio do Estado, mas destacou que não tem condições de arcar sozinho com o valor devido.

Conforme a gerente de Regulação Hospitalar, Patrícia Berg, os médicos notificaram a direção sobre a paralisação há cerca de 30 dias. Os atendimentos de urgência e emergência continuam, mas as cirurgias eletivas estão praticamente suspensas, com apenas parte da oftalmologia mantida.

A paralisação de 50% dos anestesistas reduziu de 19 para 10 o número de salas cirúrgicas em operação, afetando também exames que dependem de sedação. A direção do hospital garante que os casos graves seguem sendo atendidos.

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