Saneamento avança em 49 municípios e MS acelera meta de universalização

Com frentes de trabalho em andamento nas áreas de esgotamento sanitário e abastecimento de água em 49 municípios, Mato Grosso do Sul consolida o saneamento como eixo estratégico de desenvolvimento e saúde pública.

Ao todo, são 36 obras voltadas à ampliação da rede de esgoto e 13 intervenções no sistema de abastecimento de água tratada. O cenário é considerado expressivo: o abastecimento já está universalizado nas 68 cidades atendidas pela Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul, enquanto a cobertura de esgoto alcança 75,15%. A meta é antecipar o prazo estabelecido pelo novo marco legal do saneamento, previsto para 2033.

Expansão do esgotamento sanitário

Na área de esgoto, 36 municípios estão com contratos em execução, divididos entre obras realizadas diretamente pela Sanesul e serviços executados por meio de Parceria Público-Privada (PPP) com a Ambiental MS Pantanal.

Entre as 26 cidades atendidas via PPP estão Amambai, Caarapó, Camapuã, Coxim, Maracaju, Miranda, Nova Andradina, Rio Brilhante, Selvíria, Sete Quedas, Sidrolândia e Sonora.

Paralelamente, a execução direta da Sanesul mantém 21 contratos em 17 municípios, incluindo Dourados, Três Lagoas, Paranaíba, Mundo Novo, Nioaque, Pedro Gomes e Vicentina.

Somente em 2025, 24 contratos de esgotamento sanitário foram concluídos em 16 municípios, ampliando gradualmente a cobertura no Estado.

O diretor-presidente da Sanesul, Renato Marcílio, ressalta que saneamento é política pública estruturante. “Cada obra entregue representa mais saúde, mais preservação ambiental e mais qualidade de vida para a população”, afirmou.

Investimentos contínuos em água e segurança hídrica

Mesmo com o abastecimento universalizado nas cidades atendidas, os investimentos seguem em ritmo constante. Em 2026, são 17 contratos de obras no sistema de água em 13 municípios, como Ponta Porã, Chapadão do Sul, Bataguassu, Ribas do Rio Pardo e Terenos.

As intervenções incluem ampliação de redes, modernização de estações de tratamento, construção de reservatórios e perfuração de novos poços — medida estratégica diante do crescimento urbano e dos períodos prolongados de estiagem.

“Universalizar não significa parar de investir. Continuamos modernizando os sistemas para garantir segurança hídrica, redução de perdas e atendimento com qualidade”, reforçou Renato Marcílio.

Com 75,15% de cobertura de esgoto e abastecimento de água universalizado nas cidades atendidas, Mato Grosso do Sul se posiciona entre os estados que avançam para consolidar a universalização antes do prazo nacional, fortalecendo indicadores de saúde pública, preservação ambiental e desenvolvimento regional.

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