Sánchez lidera protesto em Lima e contesta apuração que dá vitória a Keiko Fujimori no Peru
- porR7
- 28 de Junho / 2026
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O candidato de esquerda à Presidência do Peru, Roberto Sánchez, liderou neste sábado (27) uma manifestação em Lima para contestar o resultado do segundo turno das eleições presidenciais, que aponta a vitória da candidata de direita Keiko Fujimori. Cercado por centenas de apoiadores, ele voltou a exigir transparência na apuração dos votos e disse que recorrerá a organismos internacionais.
Com 99,97% das atas eleitorais apuradas, a Oficina Nacional de Processos Eleitorais considera Keiko vencedora virtual da disputa. A candidata soma 50,13% dos votos válidos, contra 49,86% de Sánchez, uma diferença de pouco mais de 49,2 mil votos, considerada irreversível.
A manifestação foi convocada pelo partido Juntos pelo Peru sob o lema de “defesa do voto popular”. Ao longo do percurso pelo centro da capital peruana, os manifestantes entoaram o slogan: “O voto não se vende, o voto se defende”.
Antes do início da caminhada, Sánchez discursou da sacada de um prédio para seus apoiadores. “Exigimos transparência no processo eleitoral. Vamos recorrer a instâncias internacionais para que a vontade do povo seja reconhecida”, afirmou.
Esta é a segunda mobilização organizada pelo partido desde a divulgação dos resultados preliminares do segundo turno, realizado em 7 de junho.
Ao longo da semana, Sánchez afirmou que não reconhecerá um eventual governo de Keiko Fujimori. O candidato também alegou, sem apresentar provas, que teria havido fraude nos votos registrados por peruanos no exterior.
“Estamos defendendo a legalidade do voto popular. Não vamos reconhecer a vitória de Keiko Fujimori porque não a queremos como presidente”, disse a administradora Andrea Isla, de 37 anos, que participou da manifestação.
O Peru vive um cenário de forte instabilidade política desde 2016, período em que oito presidentes passaram pelo comando do país. O segundo turno colocou frente a frente Keiko Fujimori, filha do ex-presidente Alberto Fujimori (1990-2000), e Roberto Sánchez, considerado herdeiro político do ex-presidente Pedro Castillo, preso após uma tentativa frustrada de autogolpe de Estado em 2022.
O vencedor da eleição assumirá a Presidência em 28 de julho, substituindo o presidente interino José María Balcázar para um mandato de cinco anos.






