Rogério Marinho diz que impeachment no STF não será único foco do Senado

Rogério Marinho busca a presidência do Senado para dar um fôlego à oposição | Créditos: Valter Campanato/Agência Brasil


O senador Rogério Marinho (PL-RN) confirmou candidatura à presidência do Senado em reunião na sede do PL em Brasília com senadores e senadores eleitos pelo partido.

Sobre impeachment de ministros do STF, Marinho comentou:

“Me perguntavam: ‘Sereis um presidente com um único tema, monotemático, e vai propugnar e trabalhar pelo impedimento de ministro do Supremo Tribunal Federal?’ Não, evidente que não. Por favor, não pensem desta forma. Nós seremos um presidente que, com o apoio dos nossos pares, faremos cumprir a Constituição brasileira, que fala claramente que todo o poder emana do povo e que não é dada a ninguém a condição de estar acima da lei. E se a lei for descumprida, e no caso específico, a Lei de Responsabilidade for transgredida, nós não seremos omissos, cumpriremos o nosso dever, de acordo com o devido processo legal.”

Rogério Marinho busca a presidência do Senado para dar um fôlego à Oposição, que foi derrotada no segundo turno das eleições presidenciais. Ele ou a senadora Tereza Cristina (PP) deve enfrentar Davi Alcolumbre na disputa. Os dois buscam votos para ver quem é mais competitivo.

Já o senador Davi Alcolumbre busca se manter no cargo de presidente do Congresso e conta com o apoio e a força política do Governo, que pode destinar espaços e cargos para senadores em busca de votos.

A eleição para a presidência do Senado é em fevereiro do ano que vem, quando assumem os cargos os parlamentares eleitos.

Rogério Marinho disse ainda que, é preciso “ter coragem de reformar nossas instituições”, em uma referência à reforma do Judiciário.

Em sua fala aos parlamentares, o senador também fez duras críticas à pressão nos bastidores da capital, denunciando “chantagens” e “recados sub-reptícios e imorais” direcionados aos senadores eleitos.

Marinho defendeu a união do grupo e afirmou que a oposição não busca enfrentamentos, mas atuará como “barreira e anteparo” na defesa dos mandatos e da soberania popular.

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