Riedel apresenta Rota da Celulose como novo modelo rodoviário
- porRedação
- 03 de Fevereiro / 2026
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O governador Eduardo Riedel participou, nesta segunda-feira (2), da apresentação técnica da Rota da Celulose, novo projeto de concessão rodoviária que promete modernizar a infraestrutura viária de Mato Grosso do Sul e ampliar a competitividade logística do Estado. A iniciativa, estruturada por meio de parceria público-privada, tem como foco garantir mais segurança aos usuários, estimular investimentos e impulsionar o desenvolvimento regional.
A concessão será operada pelo consórcio Caminhos da Celulose, responsável por trechos das rodovias MS-040, MS-338, MS-395, BR-262 e BR-267, ao longo de um contrato de 30 anos. O projeto prevê investimentos totais de R$ 10,1 bilhões, sendo R$ 6,9 bilhões destinados a obras e melhorias estruturais e R$ 3,2 bilhões voltados aos custos operacionais.
Durante a apresentação, o governador destacou que o modelo adotado representa uma mudança de conceito na gestão rodoviária. Segundo ele, trata-se de uma concessão moderna, com segurança jurídica, flexibilidade contratual e possibilidade de novos investimentos conforme o aumento do fluxo de tráfego. Riedel ressaltou ainda que o Estado participa como sócio do projeto, garantindo maior equilíbrio e compromisso com a qualidade dos serviços prestados. “O usuário terá a garantia de que pagará pelo que foi contratado e receberá um serviço compatível”, afirmou.
O projeto foi desenvolvido pelo Governo do Estado por meio do Escritório de Parcerias Estratégicas (EPE) e tem expectativa de beneficiar cerca de 1,2 milhão de pessoas. Entre os serviços previstos estão a instalação de pontos de parada e descanso, monitoramento integral das rodovias, atendimento com ambulâncias e reforço na segurança viária.
A secretária especial do EPE, Eliane Detoni, ressaltou que o objetivo central da concessão é melhorar a experiência dos usuários, oferecendo conforto, segurança e serviços de qualidade. Para ela, a união entre poder público e iniciativa privada cria um ciclo virtuoso de investimentos, inovação, geração de empregos e fortalecimento da economia.
Na apresentação técnica, o diretor-presidente do consórcio Caminhos da Celulose, Luiz Fernando De Donno, detalhou as etapas do projeto, as inovações tecnológicas e o cronograma dos primeiros 100 dias de operação. Ele destacou que a concessão foi concebida para atender a um corredor logístico estratégico, facilitando o escoamento da produção agrícola, ampliando a integração regional e fortalecendo a competitividade do Estado.
Entre as principais inovações está a implantação do sistema de pedágio “free flow”, sem barreiras físicas, que permite maior fluidez no tráfego, redução de emissões de CO₂ e aumento da segurança viária. O projeto também prevê rodovias totalmente monitoradas, com 484 câmeras, sensores de tráfego, controle de velocidade e comunicação contínua ao longo dos trechos concedidos.
Nos primeiros 100 dias, estão previstas ações imediatas de manutenção e segurança, como roçada, sinalização horizontal e vertical, limpeza de drenagem, remoção de resíduos e reparos emergenciais no pavimento em mais de 150 quilômetros de rodovias.
A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, também participou do evento e destacou a Rota da Celulose como exemplo de parceria bem-sucedida entre Estado, União e iniciativa privada. Segundo ela, grandes projetos de infraestrutura exigem modelos regulatórios modernos e flexíveis, capazes de garantir eficiência e sustentabilidade a longo prazo.
O contrato da concessão inclui um amplo pacote de obras, como duplicações, implantação de acostamentos, terceiras faixas, contornos urbanos, marginais, dispositivos de acesso, passagens de fauna e melhorias em pontes e estruturas especiais. A Rota da Celulose abrangerá municípios das regiões central e leste de Mato Grosso do Sul, conectando importantes polos produtivos e reforçando a logística estadual.






