Revista revela aumento de 330% nos salários de dirigentes durante gestão de Ednaldo Rodrigues na CBF
- porRedação
- 04 de Abril / 2025
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| Créditos: Foto: Staff Images/CBF
A edição de abril da revista Piauí revelou nesta sexta-feira (4) gastos elevados da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) sob a gestão de Ednaldo Rodrigues. Um dos principais pontos levantados foi o reajuste nos salários dos 27 presidentes de federações estaduais, que passaram de R$ 50 mil para R$ 215 mil mensais — aumento de 330%.
A divulgação ocorre dias após a reeleição unânime de Ednaldo para a presidência da entidade, em março. O ex-jogador Ronaldo chegou a cogitar disputar o cargo, mas desistiu por falta de apoio. A última eleição com mais de um candidato na CBF foi em 1989.
Ednaldo, 71, assumiu o comando interinamente em 2021, após o afastamento de Rogério Caboclo, e foi eleito em 2022. O novo mandato vai de março de 2026 a março de 2030.
Sua primeira gestão foi marcada por instabilidade na seleção brasileira e disputas judiciais. Após a eliminação nas quartas de final da Copa do Mundo de 2022, o técnico Tite deixou o cargo. Tentativas de contratar Carlo Ancelotti não se concretizaram de imediato, e a equipe foi comandada interinamente por Ramon Menezes e Fernando Diniz, sem bons resultados.
A não classificação da seleção masculina para os Jogos Olímpicos de Paris aumentou a pressão. Em dezembro de 2023, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro determinou o afastamento de Ednaldo, alegando ilegalidade no acordo que permitiu sua eleição. O Supremo Tribunal Federal o reconduziu ao cargo em janeiro de 2024.
Após a reeleição, a seleção foi derrotada pela Argentina e o técnico Dorival Júnior foi demitido. Ednaldo agora busca um novo treinador e promete mais transparência e maior participação dos clubes na gestão da CBF.