Réu por desvios milionários, ex-adjunto da Educação segue recebendo salário sem trabalhar

| Créditos: REPRODUÇÃO/REDES SOCIAIS


Réu por envolvimento em desvios milionários e preso em 2023 na Operação Turn Off, o ex-secretário-adjunto da Educação de Mato Grosso do Sul, Édio Antônio Resende de Castro, continua recebendo salário de R$ 6.472,52 da Prefeitura de Maracaju, mesmo sem exercer função ativa no serviço público.

Segundo o prefeito Marcos Calderan (PSDB), Édio está cedido oficialmente ao Governo do Estado, com ônus para o município, em um acordo renovado anualmente — a última renovação ocorreu em janeiro. No entanto, ele não está lotado em nenhum órgão estadual desde que foi demitido pelo governador Eduardo Riedel (PSDB), após ter a prisão decretada.

O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) denunciou Édio por integrar esquema de fraudes em licitações, envolvendo contratos de ar-condicionado para a Educação, equipamentos médicos e materiais hospitalares. Ele também foi investigado na Operação Vox Veritatis, da Polícia Federal, que apura pagamento de propina na Secretaria de Educação.

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