Receita de Mato Grosso do Sul deve crescer abaixo da inflação pelo segundo ano consecutivo
- porRedação
- 27 de Outubro / 2026
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A receita prevista de Mato Grosso do Sul para 2027 deve alcançar R$ 27,99 bilhões, crescimento nominal de 2,95% em relação aos R$ 27,19 bilhões estimados para 2026. O percentual fica abaixo da inflação acumulada de 4,58% em 12 meses até setembro, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A previsão consta no projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2027, encaminhado à Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS) na segunda-feira (26). O aumento nominal corresponde a aproximadamente R$ 800 milhões, mas o avanço não significa necessariamente maior capacidade financeira para o Estado, já que as despesas também sofrem os efeitos da inflação.
O cenário repete o observado na elaboração do orçamento de 2026, quando a receita estimada cresceu 3,58%, enquanto a inflação acumulada naquele período chegou a 5,17%.
Despesas e investimentos
Para 2027, o projeto prevê R$ 20,48 bilhões em despesas correntes, que incluem gastos com pessoal, manutenção da estrutura administrativa e prestação de serviços públicos.
As despesas de capital estão estimadas em R$ 3,61 bilhões, enquanto a reserva de contingência soma R$ 117,21 milhões. A proposta também contempla R$ 2,84 bilhões em receitas intraorçamentárias, referentes a operações entre órgãos e entidades públicas.
Com os custos avançando em ritmo superior ao crescimento projetado da receita, o governo estadual terá de administrar os recursos para manter o funcionamento dos serviços e a execução de investimentos em áreas como saúde, educação e infraestrutura.
A diferença entre os índices, porém, não significa automaticamente que haverá cortes no orçamento. O resultado dependerá da arrecadação efetiva, da evolução das despesas e das decisões tomadas durante o exercício financeiro.
Projeto será votado na Assembleia
O Projeto de Lei 153/2026 passará inicialmente pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) da ALEMS. Se receber parecer favorável, seguirá para votação em plenário e, posteriormente, será analisado pela Comissão de Finanças e Orçamento.
Após essa etapa, a proposta retornará ao plenário para a segunda votação e eventual apreciação da redação final, caso sejam apresentadas emendas.
A previsão é concluir a tramitação antes do recesso parlamentar, programado para começar em 22 de dezembro. O orçamento estabelecerá as receitas e despesas de Mato Grosso do Sul para 2027, primeiro ano do novo mandato do governador Eduardo Riedel.






