Queimadas no Pantanal de MS aumentam 88,9% em setembro; combate intensificado gera mais de R$ 29 milhões em multas

| Créditos: Divulgação/Senad


O monitoramento de incêndios florestais do Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul) aponta um aumento de 88,9% na área atingida por queimadas no Pantanal nas últimas duas semanas de setembro. A área total queimada no bioma, de janeiro a 30 de setembro deste ano, chegou a 57.050 hectares.

No início de setembro, o Pantanal registrava 30.198 hectares queimados, um número que quase dobrou no final do mês. No bioma Cerrado, o aumento no mesmo período foi de 14,8%, totalizando 45.486 hectares atingidos até 30 de setembro.

Comparação Anual e Condições Climáticas

Apesar do aumento recente, os dados anuais mostram uma redução significativa: a área queimada no Pantanal está 96,3% menor em relação ao mesmo período de 2023. O Cerrado também registra queda, de 77,4% na comparação anual.

O aumento nas últimas semanas é atribuído às condições meteorológicas, com tempo seco e umidade relativa do ar entre 10% e 30%. O Cemtec alerta que o perigo de fogo na maior parte do Pantanal sul-mato-grossense varia entre muito alto e extremo nos primeiros dias de outubro. No entanto, há expectativa de chuvas e tempestades isoladas nos próximos dias.

Ações de Combate e Multas

O Corpo de Bombeiros está mobilizado desde 1º de janeiro, com mais de mil militares atuando na prevenção e combate aos incêndios.

Em paralelo, a Operação Focus, do 2º Batalhão de Polícia Militar Ambiental e o Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), aplicou mais de R$ 29,2 milhões em multas por queimadas e incêndios florestais em oito municípios de Mato Grosso do Sul, no período de 1º de agosto a 1º de outubro.

O levantamento, divulgado nesta quinta-feira (2), mostra que Angélica concentra o maior valor em multas. Um dos casos de destaque na cidade foi o incêndio em uma colheita de cana-de-açúcar, em 25 de setembro, onde 1.463,891 hectares foram destruídos, incluindo vegetação nativa. O proprietário da fazenda foi multado em R$ 4,8 milhões com base na legislação federal.

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