“Que se dane a OAB”: juíza aciona PM e determina retirada de advogados durante júri em Cuiabá
- porRedação
- 18 de Dezembro / 2025
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| Créditos: Foto: Josi Dias/TJMT
Uma sessão do Tribunal do Júri realizada nesta semana em Cuiabá (MT) foi interrompida após a juíza Mônica Cataria Perri Siqueira, titular da 1ª Vara Criminal, determinar a retirada de advogados ligados à Comissão de Defesa das Prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso (OAB-MT). A magistrada acionou a Polícia Militar e suspendeu o julgamento, que foi remarcado para maio de 2026.
O caso analisado envolve o investigador da Polícia Civil Mário Wilson Vieira da Silva Gonçalves, acusado pela morte do policial militar Thiago de Souza Ruiz, ocorrida em abril de 2023. Durante a sessão, houve divergências entre a juíza e a defesa quanto à condução dos trabalhos. Ao ser informada de que a OAB seria acionada, a magistrada fez a declaração que gerou ampla repercussão e, na sequência, ordenou a retirada dos advogados do plenário.
Em nota, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso informou que a decisão teve como objetivo preservar a regularidade do julgamento, alegando tentativa de registro de imagens dos jurados, prática proibida por normas do Conselho Nacional de Justiça e pela legislação vigente.
Após o episódio, advogados se reuniram em frente ao fórum em protesto e classificaram a medida como violação das prerrogativas da advocacia. A OAB-MT informou que acompanha o caso e avalia a adoção de providências administrativas e institucionais junto aos órgãos competentes.






