Quadrilha disfarçada de agentes da Polícia Federal exigia até R$ 15 milhões de traficantes

| Créditos: Divulgação


A Polícia Federal (PF) lançou a Operação Isfet 2, focada em desarticular um esquema criminoso cujos integrantes se passavam por agentes federais para extorquir traficantes e membros de facções. O grupo exigia somas vultosas, que podiam atingir até R$ 15 milhões por vítima, em troca do arquivamento de investigações que eram fraudulentas.

Com base em Goiás, mas com atuação que se estendia a outros estados, como Mato Grosso do Sul, a quadrilha utilizava um forte aparato de intimidação. Os criminosos monitoravam continuamente os alvos e seus familiares – inclusive em deslocamentos para cidades como Campo Grande – para pressionar pelo pagamento. A fim de conferir legitimidade às ações, eles portavam insígnias, documentos e armamentos falsificados e chegavam a negociar com advogados das vítimas em locais próximos a unidades da PF.

Nesta fase da operação, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão e 6 de prisão temporária em Goiás e em Campo Grande. Conforme a PF, a investigação progrediu após a denúncia de um advogado, já que a maioria das vítimas, devido ao próprio histórico criminal, hesitava em relatar a extorsão por temer consequências legais. O líder da organização já havia sido preso durante a primeira fase da operação, realizada em julho.

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