Quadrilha condenada por furto de R$ 1,3 Milhão em banco de Campo Grande planejava desviar R$ 8 Milhões
- porRedação
- 02 de Abril / 2025
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Uma quadrilha presa pelo Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros) foi condenada nesta terça-feira (1º) a mais de 38 anos de prisão pelo furto de R$ 1,3 milhão de uma agência bancária em Campo Grande, ocorrido em 2023. O grupo planejava desviar um total de R$ 8 milhões da instituição financeira.
Patrick Pisone Loureiro recebeu a maior pena, sendo condenado a 11 anos de reclusão. Álvaro Silva de Almeida foi sentenciado a 15 anos. Caio Cesar Pereira, Natan Martins Moraes, Luciano Filgueiras Zarbetti e Frhançua Nunes Borges foram condenados a 12 anos de prisão cada um.
Segundo a denúncia, o planejamento do furto teve início em um bar na Avenida Afonso Pena, com dois integrantes discutindo a execução do crime em Mato Grosso do Sul, inspirados por um golpe similar bem-sucedido no Tocantins.
A investigação aponta que o gerente da agência bancária colaboraria com o esquema, entregando um notebook da instituição para a instalação de um dispositivo ("caixinha") que permitiria a transferência de valores das contas. Em troca, o gerente receberia R$ 400 mil.
A denúncia detalha a função de cada membro: Caio Cesar Pereira Cintra era o elo de ligação com indivíduos de São Paulo, que forneciam as instruções para a execução do furto. Patrick Pisoni Loureiro atuava como intermediário, repassando as ordens para Álvaro Silva de Almeida, funcionário do banco responsável por instalar os dispositivos no sistema.
O desvio de R$ 8 milhões foi frustrado por uma desavença entre os criminosos. O gerente desconectou o equipamento após não receber parte do pagamento acordado, religando-o somente após um depósito de R$ 80 mil. Essa ação gerou um alerta no sistema bancário, que descobriu a fraude digital.
Em depoimento ao Garras, um dos envolvidos, preso em outubro de 2023, relatou que o plano inicial do furto e o subsequente sequestro de um casal de bancários foram idealizados em São Paulo por membros de uma facção criminosa especializada em invasão de sistemas. O mesmo indivíduo confessou ser o responsável pelo contato com os membros da facção e mencionou o envolvimento de um funcionário do banco, que teria sido cooptado pela organização criminosa e trocava informações com um dos integrantes por e-mails funcionais. O funcionário teria inclusive enviado prints de telas do sistema bancário e tentado instalar um programa em seu computador para facilitar o acesso dos criminosos. Apesar de ter enviado e-mails ao bancário, o depoente afirmou ser contrário à simulação de sequestro.