PSDB pode perder metade da bancada estadual com migração de deputados para PL e PP


O PSDB deve enfrentar uma redução significativa em sua bancada na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul. A expectativa é de que três dos seis deputados estaduais deixem o partido após a janela partidária de abril de 2026, em meio à saída do governador Eduardo Riedel, que se filiou ao Progressistas (PP), e do ex-governador Reinaldo Azambuja, que ingressará no PL.

Mara Caseiro e Zé Teixeira já confirmaram a mudança para o PL, legenda que será comandada por Azambuja. O deputado Paulo Corrêa negocia sua ida para o PP. Já Jamilson Name avalia a possibilidade de migrar para o PL, mas ainda não tomou decisão.

Por outro lado, Pedro Caravina e Lia Nogueira podem permanecer no PSDB. Caravina, inclusive, demonstrou interesse em assumir a liderança do partido após a saída de Riedel e Azambuja.

Com a debandada, o PSDB chegou a cogitar a perda de toda a base de deputados e prefeitos. No entanto, como vereadores só podem mudar de legenda em 2028, a sigla foi mantida como alternativa para formação de chapas estaduais e federais. A expectativa é de que até sete deputados ligados ao grupo político disputem pelo PSDB, enquanto outros 14 devem se distribuir entre PL e PP.

Na esfera federal, os três deputados do partido também permanecem, já que a legislação não permite a saída antes da janela partidária. Durante visita a Campo Grande, o presidente nacional do PSDB, Marconi Perillo, declarou que Dagoberto Nogueira, Beto Pereira e Geraldo Resende devem buscar a reeleição pela sigla. Apesar disso, aliados apontam que ainda há dúvidas sobre a permanência do trio no partido.

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