Projeto na Mongólia cria acampamento que simula vida em Marte para turistas
- porRedação
- 21 de Dezembro / 2025
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Os visitantes passarão um mês em condições extremas | Créditos: MARS-V via CNN Newsource
Um novo empreendimento na Mongólia busca aproximar o público da experiência de viver no Planeta Vermelho. O Projeto MARS-5, gerido por uma organização não governamental sediada em Ulaanbaatar, está construindo uma estação análoga no Deserto de Gobi para simular as condições extremas de Marte. A expectativa é que os primeiros visitantes possam participar da experiência até o ano de 2029.
Ambiente e condições extremas A escolha do Deserto de Gobi deve-se às suas semelhanças geográficas e climáticas com o ambiente marciano. A região apresenta solo avermelhado rico em óxido de ferro e variações térmicas que podem atingir -40°C durante o inverno. No acampamento, os participantes viverão em módulos interconectados que incluem dormitórios, laboratórios e estufas.
Rotina e desafios psicológicos A imersão de um mês exige que os turistas sigam um regime rigoroso, semelhante ao de astronautas reais. A programação inclui:
Exercícios físicos e sessões de meditação;
Refeições compostas por alimentos liofilizados;
Uso de trajes espaciais térmicos para atividades externas;
Simulação de atraso na comunicação com a "equipe de suporte na Terra".
Segundo os organizadores, o foco não é apenas o desafio físico, mas também o psicológico. O isolamento e a sensação de confinamento são monitorados para simular os efeitos que missões espaciais de longa duração poderiam causar em pioneiros interplanetários.
Custos e acessibilidade Diferente das viagens orbitais operadas por empresas privadas, cujos valores podem ultrapassar as dezenas de milhões de dólares, o treinamento no MARS-5 é apresentado como uma alternativa mais viável. O custo estimado para a jornada de 30 dias é de aproximadamente US$ 6.000 (cerca de R$ 33.000), valor que engloba o treinamento prévio e as avaliações necessárias.
Embora o projeto ainda esteja em fase de desenvolvimento — com o design dos habitats e vestimentas já concluídos —, os responsáveis acreditam que a iniciativa permitirá que entusiastas da exploração espacial contribuam para o estudo da sobrevivência humana fora da Terra sem os riscos de um lançamento real.






