Produção hospitalar da rede estadual cresce 49% em Mato Grosso do Sul
- porRedação
- 05 de Março / 2026
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A produção hospitalar da rede própria do Governo de Mato Grosso do Sul cresceu 49,21% entre 2023 e 2025, passando de 39.486 para 58.916 internações. No mesmo período, o valor aprovado hospitalar aumentou 163,66%, refletindo a ampliação da capacidade instalada e a reestruturação do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS), em Campo Grande.
Os dados fazem parte do Relatório Detalhado do Quadrimestre Anterior (RDQA), referente ao terceiro quadrimestre de 2025, e do Relatório Anual de Gestão (RAG) 2025 da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul (SES).
Segundo o secretário estadual de Saúde, Maurício Simões, os números refletem o impacto direto dos investimentos estruturantes realizados nos últimos anos.
“O crescimento da produção hospitalar é resultado de uma estratégia clara de fortalecimento da rede própria. Ampliamos leitos, reestruturamos unidades e investimos em equipamentos e equipes. Isso amplia o acesso, aumenta a resolutividade e fortalece a regionalização da saúde no Estado”, afirmou.
Produção assistencial em alta
Entre julho e novembro de 2025, a rede própria estadual registrou crescimento expressivo em diferentes áreas de atendimento.
A produção ambulatorial alcançou 9.020.064 procedimentos aprovados, totalizando R$ 32,9 milhões, o que representa aumento de 75,99% na média mensal em comparação a 2023. Já a produção hospitalar no terceiro quadrimestre de 2025 chegou a 24.814 internações aprovadas, somando R$ 25,9 milhões, crescimento de 85,93% em relação ao mesmo período de 2023.
Em dezembro de 2025, a rede estadual contava com 84 estabelecimentos de saúde, sendo 61 de administração pública, consolidando a estrutura de atendimento mantida pelo Estado.
Ampliação de leitos e regionalização
O aumento da produção está diretamente relacionado à expansão da estrutura física e à ampliação de leitos críticos em diferentes regiões do Estado. Além da reestruturação do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul, houve reforço estratégico em polos regionais como Dourados, no Hospital Regional de Dourados; Três Lagoas, no Hospital Regional da Costa Leste Magid Thomé; e Ponta Porã, que recebeu ampliação estrutural e novos equipamentos.
No HRMS, estão em andamento reformas na UTI e na enfermaria pediátrica, com investimento de R$ 4,4 milhões, além de melhorias na Central de Material e Esterilização (CME) e na estrutura externa da unidade.
Em dezembro de 2025, também foi realizado o leilão da PPP para concessão dos serviços de apoio hospitalar — conhecidos como “bata cinza” — com prazo de 30 anos, projeto que prevê aumento de 60% na capacidade de leitos do hospital.
A superintendente de Atenção à Saúde da SES, Angélica Congro, destaca que a expansão regional fortalece a linha de cuidado.
“A ampliação de leitos críticos e a organização da rede de referência garantem atendimento de alta complexidade mais próximo da população, reduzindo deslocamentos e qualificando a assistência em todas as macrorregiões”, explicou.
Investimentos sustentam expansão
No terceiro quadrimestre de 2025, o montante pago pela SES foi de R$ 985,2 milhões, sendo 79,24% provenientes de recursos estaduais. No consolidado anual, o valor pago em 2025 atingiu R$ 2,47 bilhões.
As principais despesas concentraram-se em outras despesas correntes (34%), transferências a municípios (26,5%) e pessoal e encargos (21,1%), garantindo suporte financeiro à ampliação da assistência e à manutenção dos serviços.
Indicadores e qualificação da assistência
O Hospital Regional de Mato Grosso do Sul alcançou índice de 75% de satisfação entre os usuários, superando a meta estabelecida para 2025. Já a cobertura da Atenção Primária à Saúde (APS) atingiu 97,8% no Estado.
Entre as prioridades da gestão está o fortalecimento da linha de cuidado materno e infantil, com foco na qualificação do pré-natal, ampliação do acesso à assistência especializada e integração entre os diferentes níveis de atenção.
“Quando ampliamos estrutura hospitalar e articulamos com a atenção primária, garantimos um cuidado mais seguro, contínuo e resolutivo. O trabalho é permanente para que os indicadores avancem de forma consistente”, concluiu Angélica Congro.






