Procura por tratamento preventivo do HIV permanece baixa em Campo Grande apesar da expansão da rede de distribuição
- porRedação
- 30 de Julho / 2026
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| Créditos: Foto: Divulgação/A Hora é Agora
A adesão à Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) — medicamento preventivo fornecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) que reduz em até 99% os riscos de contaminação pelo vírus HIV — registra índices abaixo da capacidade de atendimento em Campo Grande. Desde a introdução do método na rede pública municipal em 2018, pouco mais de 2,6 mil pessoas fizeram uso da medicação na capital.
Para facilitar o acesso ao tratamento, o município descentralizou a entrega das pílulas, que atualmente estão disponíveis em 22 unidades básicas de saúde e no Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA). No entanto, o volume de pacientes que buscam o serviço segue reduzido em comparação à infraestrutura ofertada.
Abrangência e protocolo de uso
A medicação é recomendada para qualquer pessoa com idade a partir de 15 anos que esteja em situação de vulnerabilidade acrescida de exposição ao vírus. Especialistas ressaltam que o foco do tratamento não se restringe a segmentos específicos da população, mas sim a condutas e cenários de risco individual.
O protocolo de administração varia conforme o perfil biológico e comportamental do paciente:
Início contínuo de 7 dias: Indicado para mulheres cisgênero, pessoas trans ou não binárias atribuídas como do sexo feminino ao nascer, e indivíduos em hormonoterapia à base de estradiol. É necessário completar sete dias diários de medicação para alcançar a proteção ideal.
Esquema sob demanda (2+1+1): Aplicável a homens cisgênero, pessoas não binárias atribuídas como do sexo masculino ao nascer e mulheres trans sem uso de estradiol. Permite a tomada de dois comprimidos de 2 a 24 horas antes da relação sexual, seguidos por uma dose 24 horas após e outra 48 horas depois.
Ações de conscientização
Com a descontinuidade de projetos anteriores de testagem e distribuição itinerante, a estratégia atual de saúde pública municipal concentra-se em campanhas educativas e de conscientização preventiva durante eventos de grande circulação de público, visando desmistificar o uso do remédio e ampliar o alcance da prevenção combinada.






