Procon de Campo Grande intensifica fiscalização

| Créditos: CG Notícias

   A medida atende à Resolução nº 32/2026 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que suspendeu a comercialização de produtos considerados impróprios para o consumo.

A decisão foi motivada pelo risco de contaminação por cereulide, uma toxina bacteriana extremamente perigosa para bebês e crianças pequenas. Segundo a Anvisa, a substância pode provocar vômitos persistentes, diarreia, letargia e, em casos mais graves, comprometimento neurológico.

Fiscalização nas sete regiões da Capital

Equipes do Procon percorrem estabelecimentos comerciais nas sete regiões de Campo Grande para assegurar que os produtos interditados não estejam mais disponíveis ao consumidor. A venda de qualquer item incluído na proibição é considerada infração gravíssima ao Código de Defesa do Consumidor.

De acordo com o superintendente do Procon Municipal, José Costa Neto, a atuação tem como foco principal a proteção da saúde pública. “Nossa prioridade absoluta é preservar a saúde de um grupo tão vulnerável quanto os bebês. As equipes estão nas ruas para garantir que a determinação da Anvisa seja cumprida integralmente. O comerciante que mantiver esses produtos expostos estará sujeito às penalidades previstas em lei”, afirmou.

Produtos atingidos

A medida atinge lotes específicos das seguintes linhas de fórmulas infantis:

Nestogeno

Nan Supreme Pro / Nanlac Supreme Pro

Nanlac Comfort

Nan Sensitive

Alfamino

Os lotes afetados foram identificados pela Anvisa e tiveram a venda e o uso suspensos em todo o território nacional.

Orientações aos consumidores

O Procon orienta pais e responsáveis que já tenham adquirido os produtos a interromperem o uso imediatamente. A legislação garante ao consumidor o direito à substituição por um produto seguro ou à restituição integral do valor pago.

Para conferir se o produto está entre os suspensos, o consumidor deve verificar o número do lote no rótulo e compará-lo com a lista divulgada pela Anvisa. Caso o item esteja irregular, a troca ou o reembolso devem ser feitos diretamente no estabelecimento onde a compra foi realizada ou junto ao fabricante.

Em situações em que os produtos proibidos ainda estejam sendo comercializados, a orientação é registrar denúncia no Procon Municipal pelo telefone 156, opção 6.

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