Presidente da Santa Casa e diretores são presos em operação contra desvios financeiros

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Uma ação conduzida pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) desencadeou a prisão temporária/preventiva da presidente da Santa Casa, Alir Terra, e dos gestores Rinaldo Hakme Romano e Monique Gregório de Oliveira. A ofensiva policial foca no combate a irregularidades em contratos administrativos e no setor financeiro do hospital.

A mobilização abrange o cumprimento de 6 ordens de prisão preventiva e 36 mandados de busca e apreensão. As diligências ocorrem simultaneamente nas cidades de Campo Grande, Dourados e Goiânia (GO).

Fraudes em contratos e movimentações sob suspeita

A apuração aponta indícios de superfaturamento e desvio de verbas em um contrato firmado pela Associação Beneficente Santa Casa de Campo Grande voltado ao serviço de digitalização de prontuários. O acordo prévio previa um gasto global de R$ 5,4 milhões distribuídos ao longo de três anos (R$ 1,8 milhão anuais). No entanto, apura-se que, apenas no primeiro ano de contrato, cerca de R$ 1,4 milhão teriam sido desviados sem a efetiva execução dos serviços pactuados.

Além disso, os investigadores identificaram possíveis inconsistências em negociações celebradas pela Operadora Santa Casa Saúde com prestadoras de serviço ligadas a um mesmo conglomerado empresarial. Essas companhias teriam vínculos indiretos com integrantes da diretoria e constavam registradas em um endereço em que o imóvel figurava desocupado.

Apenas ao longo de 2025, os repasses a tais empresas atingiram cerca de R$ 9,6 milhões, gerando uma estimativa inicial de prejuízo na ordem de R$ 3,5 milhões à instituição.

Omissão de dados e apoio operacional

De acordo com o órgão investigador, as documentações referentes aos acordos contratuais, demonstrativos de pagamentos e prestações de contas eram omitidas de órgãos fiscalizadores internos e externos, a exemplo do Conselho Fiscal da entidade e da Controladoria-Geral do Estado.

A ação contou com o suporte do Batalhão de Choque da Polícia Militar e acompanhamento da Comissão de Defesa e Assistência das Prerrogativas dos Advogados da OAB/MS. O nome da operação, "Antidotum", faz referência direta do latim para "antídoto", aludindo a medidas de neutralização de práticas nocivas.

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