Prefeitura de Aparecida do Taboado é investigada por omissão em ponte rural e transporte escolar precário

| Créditos: Foto: Costa Leste News


O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) abriu dois inquéritos civis para apurar a falta de manutenção de uma ponte rural e as condições degradantes do transporte escolar em Aparecida do Taboado, município administrado pelo prefeito José Nathan (PP).

A ponte sobre o Córrego Formoso está interditada há mais de três anos, obrigando estudantes a enfrentarem jornadas diárias de até 11 horas no trajeto de ida e volta à escola. A investigação foi iniciada após denúncia de um produtor rural, que relatou os transtornos causados pelo desvio de 45 km.

Em 2023, o produtor questionou o prefeito sobre os reparos, e Nathan teria garantido que a situação seria resolvida em "quinze dias". No entanto, a prefeitura informou ao MP que o conserto está orçado em R$ 461 mil e não há previsão para a obra, alegando tentativas frustradas de parceria com a Eldorado Celulose. A promotora Jerusa Araujo Junqueira Quirino considerou a justificativa "não razoável", ressaltando que a responsabilidade é exclusiva do poder público.

O maior impacto recai sobre as crianças da zona rural. Com o desvio, o transporte escolar começa às 4h, e o último aluno só retorna após as 15h. Pais relatam que os estudantes passam fome, pois saem de casa antes do amanhecer e a escola não oferece refeição. Um dos alunos afetados tem apenas sete anos.

Diante da gravidade, o MP dividiu o caso em duas frentes: uma para apurar a omissão na manutenção da ponte e outra para investigar as irregularidades no transporte escolar, que violam os direitos das crianças ao submetê-las a jornadas excessivas.

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