“Prefeito ‘mais louco do Brasil’ insiste em aumento de 75% no salário após 3 derrotas na Justiça”

Prefeito de Ivinhema, Juliano Ferro (PSDB) | Créditos: REPRODUÇÃO/REDES SOCIAIS


O prefeito Juliano Ferro (PSDB), conhecido como o "mais louco do Brasil", não desistiu do polêmico aumento de 75% no próprio salário, mesmo após três derrotas consecutivas no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS). Seu objetivo é elevar o subsídio de R$ 19.904 para R$ 35 mil – valor igual ao do governador Eduardo Riedel (PSDB).

Nesta segunda tentativa, o procurador-geral do município, Fernando Pereira, pediu diretamente ao presidente do TJMS, desembargador Dorival Renato Pavan, a suspensão da liminar que barrou o reajuste. O argumento é de "interesse público", embora o benefício atinja apenas o prefeito e secretários.

A 4ª Câmara Cível do TJMS já havia rejeitado o pedido por unanimidade em 30 de junho, mantendo o salário original. O desembargador Pavan chegou a suspender a liminar inicialmente, mas voltou atrás após a decisão do colegiado. Agora, Ferro tenta reverter o cenário com um novo recurso, alegando que a aprovação do aumento ocorreu dentro do prazo legal, mesmo com a publicação tardia no Diário Oficial.

Impacto nos cofres públicos
Enquanto o aumento permanece suspenso, os vencimentos do primeiro escalão caem pela metade: a vice-prefeita Ângela Casarotto (PP) receberá R$ 9.952 (antes R$ 17,4 mil), e os secretários municipais, R$ 10.836 (contra R$ 12,5 mil). O caso continua em análise no TJMS, enquanto a oposição critica o "supersalário" em um município de pequeno porte.

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