Preço da gasolina dispara em MS e sindicato pede fiscalização de distribuidoras
- porRedação
- 11 de Março / 2026
- Leitura: em 8 segundos

Em meio à alta histórica no preço da gasolina em Mato Grosso do Sul, o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo e Lubrificantes de Mato Grosso do Sul (Sinpetro-MS) solicitou fiscalização sobre as distribuidoras de combustível.
Segundo a entidade, as recentes oscilações no valor da gasolina ocorreram mesmo sem reajuste por parte da Petrobras, indicando que os aumentos teriam sido aplicados pelas fornecedoras e não pelos postos.
Em algumas cidades do estado, o preço do litro já atinge R$ 7,85, como em Dois Irmãos do Buriti. Nas maiores cidades do interior — Três Lagoas, Corumbá, Ponta Porã e Dourados — o preço médio do litro é de R$ 6,57.
No Brasil, a média está em R$ 6,30, enquanto na capital Campo Grande também foi registrado aumento expressivo nos últimos dias.
Caso pode ser analisado pelo Cade
Na terça-feira (10), a Secretaria Nacional do Consumidor pediu que o Conselho Administrativo de Defesa Econômica avalie aumentos semelhantes em estados como Distrito Federal, Bahia, Rio Grande do Norte, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.
A análise ocorre após sindicatos do setor alegarem que distribuidoras elevaram os preços sob justificativa da alta internacional do petróleo, ligada ao conflito no Oriente Médio — mesmo sem reajuste oficial da Petrobras.
Agora, o Sinpetro-MS também formalizou preocupação sobre a situação no estado. O Cade deverá verificar se há indícios de práticas que prejudiquem a concorrência ou eventual combinação de preços no mercado.
Postos apontam dificuldade no fornecimento
Ao comentar o cenário, o presidente do sindicato, Edson Lazarotto, afirmou que não há confirmação de especulação por parte das distribuidoras, mas destacou dificuldades no abastecimento.“Todas as distribuidoras estão com dificuldades em atender os volumes solicitados pelos postos. Estão em adequação de estoque para poder atender a todos”, afirmou.
A entidade informou ainda que está acompanhando a situação junto a órgãos como a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis e o Procon de Mato Grosso do Sul.
Preços são livres no país
O sindicato destacou que, no Brasil, os preços dos combustíveis são livres em toda a cadeia de comercialização, envolvendo refinarias, importadores, distribuidoras e postos. Assim, cada empresa define seus valores conforme estratégias comerciais e condições de mercado.
Segundo o Sinpetro-MS, os postos apenas compram o combustível com preços já definidos nas bases de distribuição, o que impacta diretamente o custo de reposição e o valor final cobrado ao consumidor.
A reportagem procurou Senacon, Cade e Procon-MS para saber se haverá fiscalização específica no estado, mas aguarda retorno dos órgãos.






