Por que os bilionários estão construindo verdadeiras mansões debaixo da terra?
- porR7
- 05 de Julho / 2026
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Segurança e privacidade estão redefinindo o conceito de riqueza na elite mundial | Créditos: Reprodução/Instagram/@newsweek
Quando pensamos em luxo, logo imaginamos mansões à beira-mar, coberturas com vista panorâmica, iates gigantescos ou jatinhos particulares.
Mas um novo símbolo de status vem ganhando força entre algumas das pessoas mais ricas do mundo… e ele simplesmente não pode ser visto.
Cada vez mais bilionários estão investindo em bunkers de altíssimo padrão, construídos a dezenas de metros abaixo da superfície. O que antes era associado apenas a instalações militares ou filmes de ficção científica tornou-se um mercado milionário voltado à elite global.
O motivo vai muito além da ostentação. Em um cenário marcado por guerras, conflitos geopolíticos, ataques cibernéticos, eventos climáticos extremos e receios sobre instabilidade mundial, muitos super-ricos passaram a enxergar esses espaços como uma combinação de segurança, privacidade e autonomia.
Mas não imagine ambientes frios, escuros ou improvisados.
Esses bunkers lembram hotéis cinco estrelas ou mansões de luxo. Alguns contam com suítes sofisticadas, salas de cinema, piscinas aquecidas, academias completas, spas, adegas climatizadas, cozinhas gourmet, consultórios médicos, jardins internos com iluminação que simula a luz natural e sistemas de purificação de ar capazes de operar por longos períodos em completo isolamento.
Em muitos projetos, há geração própria de energia, captação e tratamento de água, estoques de alimentos para meses ou até anos, além de sistemas avançados de comunicação e monitoramento.
Os valores impressionam...
Projetos considerados mais simples começam na faixa de US$ 3 milhões (cerca de R$ 16 milhões). Já os mais sofisticados podem ultrapassar US$ 300 milhões (aproximadamente R$ 1,6 bilhão), dependendo do tamanho, da localização e do nível de personalização.
Empresas especializadas relatam aumento da procura por esse tipo de construção nos últimos anos, especialmente após a pandemia e diante das tensões internacionais. Em alguns casos, há até listas de espera para projetos totalmente personalizados.
O que chama atenção é a mudança no significado do luxo. Durante décadas, riqueza era sinônimo de ser visto. Hoje, para parte dessa elite, o maior privilégio pode ser justamente desaparecer quando quiser.
Porque, no fim das contas, talvez o novo luxo não seja mais viver acima de todos… mas estar protegido abaixo de tudo.
E fica a pergunta: se você tivesse recursos ilimitados, investiria em uma mansão subterrânea ou acha que esse tipo de luxo revela mais medo do que exclusividade?






