Policial penal é preso por repassar informações a líder de organização criminosa

| Créditos: Foto: Divulgação/Gaeco


O policial penal Jonathas Wilson Morais Cândido, investigado na Operação Blindspot do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), foi preso nesta quarta-feira (6). Ele é suspeito de repassar informações sigilosas a um dos líderes de uma quadrilha de tráfico de drogas, incluindo detalhes sobre um detento que devia R$ 300 mil ao grupo.

A prisão ocorreu às 5h30 da manhã, após um pedido anterior de prisão ter sido indeferido pela Justiça. As investigações indicam que o policial, que recebe salário de R$ 7.300, tinha uma relação próxima com Edimilson Santos Pereira, apontado como um dos chefes da organização.

O vínculo entre os dois teria começado após a negociação de uma moto. De dentro do presídio semiaberto, Jonathas utilizava seu acesso a sistemas restritos para checar fichas de presos, veículos e até mesmo para adquirir munição ilegalmente para a quadrilha. Ele também é acusado de alertar o grupo sobre operações policiais, enviando fotos de agentes do Gaeco.

A Operação Blindspot, deflagrada em julho, desmantelou uma organização criminosa com uma vasta rede de distribuição de drogas por todo o país. O grupo utilizava métodos sofisticados para ocultar os entorpecentes, como escondê-los em estepes de veículos e dentro de cilindros de oxigênio adulterados. Foram cumpridos 37 mandados de prisão preventiva e 30 de busca e apreensão em diversos municípios de Mato Grosso do Sul, São Paulo e Minas Gerais.

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