Polícia apreende um dos melhores touros de rodeio do Brasil em operação contra ex-padrasto do MC Ryan e PCC

Eduardo Magrini, conhecido como “Diabo Loiro”, é ex-padrasto do funkeiro MC Ryan Reprodução/rede sociais/@dutrotecampinas e Políciia Civil de São Paulo | Créditos: Divulgação


A Polícia Civil de São Paulo e o Ministério Público paulista realizaram, nesta sexta-feira (8), a Operação Caronte, que mirou combater a lavagem de dinheiro do tráfico internacional, comandado pelo PCC (Primeiro Comando da Capital).

Na operação, foram apreendidos caminhões, carros, valores em espécies e animais como bois e cavalos, entre eles o boi “Império”, o terceiro mais bem ranqueado no Brasil, segundo a polícia.

Além disso, a Justiça decretou o bloqueio de R$ 10 milhões das contas dos investigados, além do bloqueio de veículos e outros bens em nome dos suspeitos.

Ao todo, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão em oito cidades paulistas:

  • Campinas,
  • Atibaia,
  • Monte Mor,
  • Sumaré,
  • Limeira,
  • Mogi das Cruzes,
  • Osasco,
  • Taquaritinga.

Lavagem de dinheiro

A operação foi feita após investigações identificarem empresas através das quais Eduardo Magrini, conhecido como “Diabo Loiro” - ex-padrasto do funkeiro MC Ryan, que está preso -, promovia a lavagem de dinheiro do tráfico de drogas e outros crimes, segundo a polícia.

As investigações apontam que, com o uso de sócios “laranjas”, empresas do ramo de transporte e uma outra do ramo de rodeio lavaram dinheiro do crime.

A polícia aponta que Magrini ostentava um patrimônio milionário nas redes sociais, o que possibilitou estabelecer seu vínculo com as empresas em questão.

O filho de Eduardo Magrini também é investigado e foi alvo das buscas. Ele é suspeito de movimentar recursos ilícitos através de uma empresa do ramo musical, entre outras.

Investigações desde 2016

Segundo a SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo), as investigações sobre a lavagem de dinheiro feita por Magrini ocorrem desde 2016 e ficaram mais robustas após a análise de dados fiscais, bancários e outras informações fornecidas por órgãos de fiscalização, que permitiram identificar movimentação incompatível com as rendas declaradas pelos alvos.

Eduardo Magrini foi preso preventivamente em 2025, suspeito de envolvimento em um plano do PCC para assassinar o promotor de Justiça Amauri Silveira Filho.

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