PMs acusados de enriquecimento ilícito em investigação sobre contrabando vão a julgamento em agosto

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Dois tenentes-coronéis da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul acusados de enriquecimento ilícito em desdobramentos da Operação Oiketicus, que investigou um esquema ligado ao contrabando de cigarros, serão julgados em agosto deste ano.

Os militares Admilson Cristaldo Barbosa e Luciano Espíndola da Silva respondem a uma ação por improbidade administrativa. O processo tramita sob sigilo judicial, o que limita a divulgação de informações sobre o caso.

A audiência de instrução havia sido adiada anteriormente após determinação do Tribunal de Justiça para inclusão de provas produzidas em procedimento disciplinar envolvendo um dos investigados. Com a questão resolvida, a 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos de Campo Grande remarcou os depoimentos e o julgamento.

Entre as testemunhas previstas está o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MS), Márcio Monteiro, que deverá prestar depoimento no início de agosto. O despacho judicial que marcou a oitiva não informou qual das partes solicitou o testemunho.

As investigações conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) apontam que os oficiais teriam se beneficiado dos cargos ocupados para favorecer atividades de uma organização criminosa ligada ao contrabando de cigarros na faixa de fronteira com o Paraguai. Segundo a acusação apresentada na esfera criminal, as áreas sob comando dos militares incluíam rotas consideradas estratégicas para o transporte ilegal de mercadorias.

Os dois oficiais já foram alvos de condenações em processos relacionados à operação, que também resultou na quebra de sigilos telefônicos e telemáticos dos investigados.

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