PL faz reunião de emergência após fuga de Flávio Bolsonaro para os EUA
- porMetrópoles
- 27 de Outubro / 2026
- Leitura: em 8 segundos

| Créditos: FOTO: BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
O Partido Liberal (PL) realiza uma reunião de emergência nesta terça-feira (27/10), na sede da legenda, no complexo Brasil 21, em Brasília, diante das informações de que Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deixou o Brasil com destino aos Estados Unidos.
Segundo apuração do Metrópoles, nem todos os integrantes do partido tinham conhecimento da decisão do senador.
Participam das articulações o presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto, e o senador Rogério Marinho (PL-RN), que coordenou a campanha presidencial de Flávio.
O senador Efraim Filho (PL-PB) também chegou à sede da legenda e afirmou que o grupo pretende avaliar o cenário político.
“Vamos reunir com Valdemar e entender todo o cenário”, declarou.
A reunião se deu horas depois de Marinho negar que Flávio tivesse deixado o Brasil. “Não saiu”, afirmou à coluna de Igor Gadelha, do Metrópoles, no início da manhã.
Este portal informou, com base em pessoas próximas à família Bolsonaro, que Flávio embarcou em um voo com destino à Flórida. Uma fonte do governo dos Estados Unidos também confirmou à agência Reuters que o candidato derrotado à Presidência estava a caminho do território norte-americano.
Na segunda-feira (26/10), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que Flávio entregasse seus passaportes à Polícia Federal (PF) em até 24 horas e o proibiu de deixar o país.
Como o senador não cumpriu o prazo, a corporação cancelou os documentos nesta terça-feira.
Apesar do descumprimento da ordem judicial, Flávio não é considerado foragido, uma vez que não há mandado de prisão contra ele.
O senador é investigado por suspeitas de lavagem de dinheiro em um inquérito que envolve o advogado Willer Tomaz. Flávio nega irregularidades.
Nas redes sociais, o deputado federal Cabo Gilberto Silva (PL-PB), líder da oposição na Câmara, manifestou apoio ao correligionário.
“Se Flávio realmente saiu do país, o apoio é total”, escreveu. O parlamentar também classificou o senador como perseguido e declarou apoio em nome da oposição na Casa.
A crise interna se deu dois dias depois de Flávio ser derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno, por uma diferença superior a 4,4 milhões de votos.
Embora o PL tenha reconhecido o resultado das urnas, Flávio inicialmente contestou a vitória do petista e anunciou que pediria a anulação da eleição.






