PF mira chefão do PCC Gerson Palermo e traficante em operação contra esquema milionário de drogas

| Créditos: Divulgação


A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado de Mato Grosso do Sul (Ficco/MS) deflagrou nesta quinta-feira (15) a Operação Capolinea, contra uma organização criminosa suspeita de transportar drogas escondidas em caminhões de minério de ferro e movimentar mais de R$ 24 milhões.

Entre os alvos estão Gerson Palermo, apontado como uma das lideranças do Primeiro Comando da Capital (PCC), e Aguinaldo Chaleira. Palermo foi preso na Bolívia em maio deste ano, após permanecer foragido por cerca de seis anos.

A investigação também identificou a participação de um vigilante da Polícia Federal em Corumbá, preso por suspeita de repassar informações internas ao grupo criminoso, incluindo dados sobre operações policiais, apreensões e a situação de detentos. Ele também teria armazenado drogas em casa e participado do transporte de entorpecentes entre a Bolívia e o Brasil.

A operação cumpre mandados em Mato Grosso do Sul, São Paulo, Goiás e Minas Gerais. Em Campo Grande, um investigado foi preso em flagrante com um revólver calibre .32. Também houve diligências em Corumbá, Ladário, Jaraguari e outras cidades.

Droga escondida em cargas de minério

Segundo as investigações, a organização trazia entorpecentes da Bolívia pela fronteira com Corumbá e distribuía as cargas para diferentes estados. Para driblar a fiscalização, os criminosos escondiam drogas em pneus, tanques de combustível e cargas de grãos, além de suspeitamente aliciar funcionários de mineradoras para facilitar o transporte.

Uma apreensão realizada em Três Lagoas, em agosto de 2025, encontrou 35 quilos de cocaína e 12,5 quilos de maconha escondidos dentro de um pneu. Os investigadores estimam que o grupo tenha negociado cerca de 24 toneladas de drogas no período analisado.

Os mandados foram autorizados pela 1ª Vara Federal de Corumbá. A Justiça também permitiu a inclusão de três investigados que vivem no exterior na lista de Difusão Vermelha da Interpol.

Gerson Palermo possui condenações relacionadas ao narcotráfico e ficou conhecido também pelo sequestro de um Boeing 727 da Vasp, em 2000, durante um assalto a malotes bancários. Na ocasião, foi condenado a 66 anos e nove meses de prisão por esse crime.

A investigação busca esclarecer a estrutura da organização, o esquema de transporte de drogas e a participação dos suspeitos nas atividades criminosas.

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