PF e Receita apreendem cavalos de raça e bloqueiam bens de suspeito de chefiar quadrilha

| Créditos: DIVULGAÇÃO/PF


Agentes da Polícia Federal e da Receita Federal cumpriram mandados de busca e apreensão nesta quinta-feira (data) em Campo Grande (MS) e Jaraguari (MS), como parte da terceira fase da Operação Contra-Ataque. Entre os itens apreendidos estão veículos, armas, celulares, computadores, documentos e quatro cavalos de raça, avaliados entre R$ 200 mil e R$ 250 mil cada.

Os animais pertencem a William Alves Ribeiro, morador do condomínio Damha, apontado como líder de uma organização criminosa envolvida no tráfico de drogas em Mato Grosso do Sul e Minas Gerais. Durante a ação, ele tentou se desfazer de um celular e documentos jogando-os no telhado da residência, mas foi flagrado por um drone da polícia.

Lavagem de dinheiro e empresas de fachada

Segundo as investigações, Ribeiro lavava recursos do tráfico por meio de negócios, incluindo a compra e venda de cavalos em um haras na região sul de Campo Grande. Além dos animais, foi apreendido um reboque usado para transporte.

A operação bloqueou contas bancárias de Ribeiro, de seu irmão, Welder Alves Ribeiro, e das respectivas esposas. Welder é proprietário da WAR Transportes, empresa suspeita de integrar o esquema.

Treze endereços foram alvo das buscas, sendo doze em Campo Grande e um em Jaraguari. Entre as empresas investigadas estão:

Aliança Transporte de Veículos

Play Motors

WR Martelinho

Embaplast (registrada em nome de Ribeiro e sua esposa, mas sem atividade aparente no local declarado)

Armas e veículos de luxo

Na casa de um dos investigados, no bairro Tijuca, foram apreendidos cinco veículos de luxo e oito armas. O suspeito alegou ser colecionador (CAC), mas a polícia suspeita que o grupo também traficava armas.

Origem da investigação

A operação teve início após a apreensão de drogas em Uberaba (MG) em 2022. Em novembro de 2023, a primeira fase da Contra-Ataque prendeu cinco pessoas. Agora, a PF afirma ter alcançado o suposto líder do esquema, que vivia como empresário em um condomínio de alto padrão.

Quatro pessoas foram presas nesta etapa. Os investigados podem responder por associação criminosa, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e posse ilegal de armas.

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