PF apreende R$ 50 milhões em operação contra tráfico internacional em MS
- porRedação
- 11 de Setembro / 2025
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| Créditos: DIVULGAÇÃO/PF
A Polícia Federal (PF) cumpriu, na manhã desta quinta-feira (11), 13 mandados de busca e apreensão em quatro municípios de Mato Grosso do Sul. A ação, batizada de "Operação Whitney", resultou no sequestro de bens avaliados em aproximadamente R$ 50 milhões, vinculados a uma organização investigada por tráfico transnacional de drogas e lavagem de dinheiro.
Foram mobilizados mais de 40 policiais para a execução dos mandados nas cidades de Campo Grande, Bonito, Bodoquena e Antônio João. O foco da operação foi atingir o patrimônio do grupo, identificado como especializado no tráfico de entorpecentes e na ocultação de capitais.
Entre os bens bloqueados estão pelo menos vinte veículos de alto padrão, 20 imóveis urbanos e rurais e duas fazendas, estas últimas avaliadas em R$ 15 milhões. De acordo com as investigações, muitos desses bens estavam registrados em nome de familiares dos investigados, empresas e terceiros, em uma suposta tentativa de dissimular a origem ilícita dos recursos.
Contexto das Investigações
A "Operação Whitney" é um desdobramento das fases anteriores batizadas de "Serra Nevada", que investigam o mesmo grupo há mais de uma década. A primeira operação, em 2016, foi motivada pela movimentação de carros de luxo em um residencial de alto padrão em Campo Grande, localizado na Rua Serra Nevada.
Em 2017, a "Operação Serra Nevada II" resultou na prisão de um dos principais investigados, que estava foragido e vivia em um apartamento de luxo em São Paulo. As investigações apontam que a organização, com logística organizada, introduzia cocaína boliviana no Brasil por meio de aeronaves em áreas rurais de MS, transportando-a depois por rodovias até São Paulo.
Os irmãos Odir Fernando e Odacir Santos Correa são apontados como principais investigados. Eles já haviam sido condenados a mais de 65 anos de prisão em 2019 por tráfico internacional. Operações anteriores renderam 17 prisões e a apreensão de 778 quilos de cocaína, além de milhões em dinheiro.
O caso já levou ao banco dos réus outros nomes, como Adriano Moreira da Silva, tido como principal comprador da droga em São Paulo, e André Luiz de Almeida Anselmo, acusado de participar da lavagem de dinheiro por meio de uma revenda de veículos.






