PF aponta uso de dinheiro em espécie em gastos luxuosos de magistrado do MS

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Relatórios da Polícia Federal detalham o uso expressivo de dinheiro vivo em gastos pessoais realizados pelo desembargador Sideni Soncini Pimentel, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS). A investigação aponta que o magistrado teria utilizado recursos em espécie para custear desde a construção de uma residência luxuosa até a aquisição de bens de consumo e animais de estimação.


Movimentações sob suspeita

De acordo com o levantamento da perícia, o desembargador realizou transações financeiras fora do sistema bancário para dificultar o rastreamento da origem do capital. Os pontos centrais destacados pela PF incluem:

Edificação de Mansão: Pagamentos diretos a fornecedores de materiais e mão de obra civil.

Mobiliário: Quitação de notas referentes a móveis planejados e decoração de alto custo.

Compra de Animal: Aquisição de um cão de raça mediante pagamento em cédulas.

Desdobramentos Judiciais

A análise dessas transações integra um inquérito mais amplo que apura suspeitas de lavagem de dinheiro e corrupção no Judiciário estadual. Para os investigadores, o fluxo de dinheiro em espécie identificado é desproporcional à evolução patrimonial declarada pelo magistrado aos órgãos de controle.

O espaço segue aberto para a manifestação da defesa de Sideni Soncini Pimentel e do Tribunal de Justiça sobre os fatos narrados no relatório policial.

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