PF aponta Mato Grosso do Sul como base do PCC para lavagem de dinheiro e tráfico

Beto Loko e Mohamad Hussein Mourad, o "Primo" | Créditos: Reprodução


Uma investigação da Polícia Federal e do Ministério Público de São Paulo revelou que o PCC (Primeiro Comando da Capital) consolidou uma de suas bases mais sólidas em Mato Grosso do Sul, utilizando o estado para lavagem de dinheiro e como entreposto para o tráfico de drogas e contrabando. A proximidade com a Bolívia e o Paraguai é um fator estratégico para a facção.

O esquema, que envolveu a movimentação de mais de R$ 8 bilhões, usava empresas de fachada em cidades como Campo Grande e Iguatemi. Na capital, em endereços nobres, o grupo estruturou a lavagem de dinheiro, enquanto em Iguatemi, na fronteira com o Paraguai, empresas do setor de combustíveis operavam como um "condomínio de distribuidoras", indicando movimentação suspeita de dinheiro e produtos.

As investigações apontam conexões entre a cúpula do PCC e empresários do estado, além de citar a possível participação de um policial civil no esquema. A cidade de Dourados também aparece nos documentos da justiça como parte da rota de caminhões com metanol, que era usado para adulterar combustíveis.

As autoridades avaliam que a facção se infiltrou na economia formal, com ramificações em mercados financeiros, redes de postos de combustíveis e no setor imobiliário, além de investir na corrupção de agentes públicos para manter suas operações.


 

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