PF aponta ligação entre queimadas e esquema de grilagem no Pantanal

| Créditos: Foto: Divulgação/Prefeitura de Alcinópolis


A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (7) a segunda fase da Operação Prometeu, que investiga um esquema de grilagem de terras públicas no Pantanal. As apurações indicam que as queimadas registradas em 2024 foram o início de um plano para ocupar e explorar ilegalmente áreas da União.

De acordo com a PF, servidores públicos do Incra e de um órgão municipal de Corumbá teriam participado do esquema, emitindo documentos falsos para regularizar propriedades invadidas mediante pagamento. A investigação identificou cerca de 6,4 mil hectares queimados e ao menos 2,1 mil cabeças de gado nas áreas ocupadas.

A perícia apontou prejuízo ambiental e econômico superior a R$ 220 milhões. A AGU pediu o bloqueio de R$ 212 milhões em bens dos investigados e busca uma condenação de R$ 725 milhões por danos.

Batizada de Prometeu, a operação faz referência ao personagem da mitologia grega que roubou o fogo dos deuses, em alusão ao uso criminoso do fogo para expandir a pecuária sobre o bioma pantaneiro.

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