Pentágono reduz participação dos EUA em grupos da Otan e sinaliza menor presença militar na Europa
- porRedação
- 21 de Janeiro / 2026
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O Pentágono decidiu diminuir a participação dos Estados Unidos em alguns grupos da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), reforçando a estratégia do governo do presidente Donald Trump de reduzir a presença militar americana na Europa. As informações foram divulgadas pelo jornal The Washington Post.
De acordo com a publicação, a medida deve impactar cerca de 200 militares norte-americanos e atingir principalmente os chamados Centros de Excelência da Otan, responsáveis pelo treinamento das forças da aliança em diversas áreas estratégicas. Atualmente, existem cerca de 30 centros desse tipo, e os cortes devem afetar, sobretudo, os grupos voltados à segurança energética e à guerra naval, segundo autoridades europeias ouvidas pelo jornal.
Fontes do governo dos Estados Unidos afirmam que não se trata de uma retirada imediata. A estratégia do Pentágono prevê a não reposição gradual do efetivo à medida que os contratos dos militares forem expirando, processo que pode se estender por anos. Ainda assim, autoridades ressaltam que a participação americana nesses centros não será encerrada de forma total.
Além disso, o Washington Post informa que o Pentágono também pretende reduzir sua atuação em organismos da Otan ligados a operações especiais e inteligência. Parte dessas atribuições poderá ser redistribuída dentro da própria aliança, o que deve amenizar os efeitos práticos da decisão.
Segundo autoridades americanas, as discussões sobre a redução da participação dos EUA ocorrem há meses e não estão relacionadas às recentes declarações de Donald Trump sobre a Groenlândia, território da Dinamarca. As falas do presidente provocaram críticas de líderes europeus e de parlamentares norte-americanos, que temem impactos negativos na coesão da aliança militar.
Procurado pelo Washington Post, o Pentágono não comentou a decisão. Em nota enviada ao jornal, um porta-voz da Otan afirmou que “ajustes na postura e no efetivo das forças americanas não são incomuns” e destacou que a aliança mantém “contato próximo” com Washington sobre a distribuição de tropas e o planejamento estratégico conjunto.






