Peixes “neon” chegam ao Bioparque Pantanal após apreensão em Campo Grande
- porRedação
- 14 de Janeiro / 2026
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| Créditos: Foto: Lara Miranda
Os tetra-monja (Gymnocorymbus ternetzi), também conhecidos como tetra-negro, possuem uma característica incomum: eles brilham sob luz ultravioleta, exibindo cores intensas e fluorescentes, como se fossem peixes de “neon”.
Essa aparência diferenciada é resultado de uma modificação genética. A espécie recebeu genes de anêmonas-do-mar ou águas-vivas, o que permite a emissão de fluorescência. Apesar do apelo visual, no Brasil a importação e a comercialização desses peixes são proibidas por lei, pois eles não passaram por avaliação de risco ambiental nem possuem autorização da CTNBio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança), como exige a legislação.
Mas como esses peixes foram parar no Bioparque Pantanal?
Em junho do ano passado, 18 exemplares dos tetra-monja transgênicos foram apreendidos pelo Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) durante uma fiscalização em uma loja de aquarismo de Campo Grande. Como não podem ser devolvidos à natureza, os animais foram encaminhados ao Bioparque, onde recebem manejo técnico e permanecem em segurança.
Especialistas alertam que a soltura desses organismos geneticamente modificados no meio ambiente pode causar sérios desequilíbrios ecológicos, já que seus impactos sobre os ecossistemas naturais ainda não são totalmente conhecidos.
De acordo com o Decreto nº 5.591/05, a manutenção e o comércio de peixes ornamentais geneticamente modificados são considerados infrações graves, com multas que variam de R$ 60 mil a R$ 500 mil. Já a liberação desses animais na natureza é classificada como infração gravíssima, com penalidades que podem chegar a R$ 1,5 milhão.
Agora, no Bioparque Pantanal, os tetra-monja cumprem um papel que vai além da exposição ao público. Eles se tornaram instrumentos de educação ambiental, ajudando a promover debates sobre ética, engenharia genética, organismos geneticamente modificados, biossegurança e os impactos da introdução dessas espécies no ambiente natural.






