Pecuarista que matou vizinho por disputa de gado é transferido para presídio em Dourados
- porRedação
- 17 de Julho / 2025
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| Créditos: Foto: Leandro Holsbach
O pecuarista e empresário Paulo Afonso de Lima Lange, 66, acusado de matar o médico veterinário e fazendeiro Volnei Kommers Beutinger, 52, foi transferido para a Penitenciária Estadual de Dourados (PED) nesta quinta-feira (17). O crime ocorreu no dia 10 de julho, na propriedade de Lange, no distrito de Itahum, em Dourados (MS).
Paulo Lange se entregou à polícia no dia seguinte ao crime, afirmando que atirou contra Volnei para defender seu filho, de 37 anos, que estaria em uma luta corporal com a vítima. A briga teria começado após um lote de gado de Volnei invadir a fazenda de Lange.
Segundo o pecuarista, Volnei estaria armado com uma faca. No entanto, a Polícia Civil identificou inconsistências entre o depoimento de Lange e o de três testemunhas – seu filho, um funcionário da fazenda e o empregado que acompanhava a vítima. O delegado Lucas Albe Veppo, chefe do Setor de Investigações Gerais (SIG), afirmou que essas contradições fragilizam a tese de legítima defesa, resultando na prisão preventiva do acusado.
Detalhes do crime
De acordo com as investigações, Volnei e um funcionário foram até a propriedade de Lange em busca de bois que haviam invadido a área. Ao chegarem, o filho de Lange teria dito que os animais seriam enviados ao frigorífico, iniciando uma discussão que escalou para agressão.
Armado com um revólver calibre .38, Paulo Lange efetuou um disparo no peito de Volnei e ordenou que o funcionário da vítima retirasse o corpo do local. Como o empregado se recusou, Lange colocou o corpo em sua caminhonete Ford Ranger e o levou até a propriedade do falecido.
Em depoimento, o pecuarista alegou que Volnei ainda estava vivo quando foi transportado e que o levou para ser socorrido, já que não havia sinal de celular no local. No entanto, o funcionário de Volnei contestou a versão, afirmando que o patrão não portava faca e já estava morto quando foi retirado do local.
Histórico criminal
Paulo Lange já foi preso por porte ilegal de arma e condenado a quatro anos e quatro meses de prisão em regime semiaberto por submeter um trabalhador a condições análogas à escravidão. Em 2013, uma fiscalização do Ministério Público do Trabalho (MPT) encontrou um capataz em situação degradante na mesma fazenda onde ocorreu o assassinato.
Enquanto o filho de Lange, envolvido na briga, segue como testemunha, a polícia aguarda laudos periciais para decidir se ele será indiciado. O caso continua sob investigação.






