Pecuarista alega legítima defesa em homicídio de vizinho em Dourados; polícia investiga versão
- porRedação
- 11 de Julho / 2025
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| Créditos: Foto: Leandro Holsbach
O pecuarista e empresário Paulo Afonso de Lima Lange, 66, afirmou à Polícia Civil que agiu em legítima defesa ao atirar contra o vizinho Volnei Kommers Beutinger, 52, médico veterinário e também proprietário rural. O crime ocorreu na quinta-feira (10), na propriedade de Lange, no distrito de Itahum, em Dourados.
Em depoimento nesta sexta-feira, Lange declarou que disparou para proteger o filho, de 37 anos, que estaria em confronto físico com a vítima. Segundo sua versão, Volnei portava uma faca, informação ainda não confirmada pelas autoridades. O filho do pecuarista foi ouvido como testemunha.
Após prestar esclarecimentos ao delegado Lucas Albe Veppo, chefe do Setor de Investigações Gerais (SIG), Lange foi liberado e aguardará o andamento do inquérito em liberdade.

médico veterinário e pecuarista Volnei Kommers Beutinger, foi morto a tiros pelo vizinhos | Créditos: Reprodução
Em entrevista à imprensa, o delegado relatou que o acusado mencionou conflitos anteriores com a vítima, incluindo uma suposta ameaça não verificada pela polícia. Lange admitiu ter transportado o corpo de Volnei até a fazenda deste, justificando que buscava ajuda dos funcionários, já que não conseguira acionar o Serviço Móvel de Urgência (Samu) devido à falta de sinal de celular. No entanto, uma testemunha afirmou que a vítima já estava morta quando foi levada.
Segundo a polícia, as duas famílias tinham históricos de desentendimentos, incluindo uma disputa recente envolvendo gado que teria invadido a propriedade de Lange. O delegado explicou que o pecuarista não foi preso porque não estava mais em flagrante e colaborou com as investigações. O revólver calibre 38 usado no crime foi apreendido, com indícios de um disparo.
Paulo Lange, que também é dono de uma loja de produtos veterinários em Dourados, foi condenado em 2022 a quatro anos e quatro meses de prisão em regime semiaberto por manter trabalhador em condições análogas à escravidão, em caso registrado em 2013.
A polícia segue apurando as circunstâncias do homicídio, incluindo a análise dos depoimentos e da perícia na arma.






