Peças de campanha de Camila Jara priorizam candidatura e deixam aliados em segundo plano

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A campanha da deputada federal Camila Jara (PT), que busca a reeleição, tem concentrado a divulgação em seu próprio nome e apresentado pouca ou nenhuma referência a integrantes da chapa majoritária apoiada pelo partido em Mato Grosso do Sul.

Em parte dos materiais eleitorais, o candidato do PT ao Governo do Estado, Fábio Trad, não aparece. A mesma estratégia também é observada em algumas peças relacionadas ao presidente Lula, ao candidato ao Senado Vander Loubet e à senadora Soraya Thronicke.

A situação chama atenção porque Camila e Fábio integram a mesma composição eleitoral. O cenário também envolve uma disputa interna pela Câmara dos Deputados, já que Marquinhos Trad, irmão de Fábio, concorre a deputado federal pela mesma federação partidária e disputa votos diretamente com Camila.

A ausência dos nomes, entretanto, não configura, por si só, irregularidade eleitoral. A legislação não obriga candidatos proporcionais a incluir em seus materiais os candidatos a presidente, governador ou senador. As regras estabelecem exigências específicas para a identificação de integrantes das próprias chapas majoritárias.

Politicamente, a escolha de concentrar a comunicação na candidatura de Camila pode alimentar interpretações sobre a estratégia adotada durante a campanha e sobre o grau de integração entre os candidatos da aliança.

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