Peão é atacado por onça-pintada em fazenda no Pantanal e fica gravemente ferido
- porRedação
- 05 de Outubro / 2025
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| Créditos: Divulgação
Um peão de 28 anos, identificado como Flávio Ricardo do Espírito Santo, sofreu ferimentos graves após ser atacado por uma onça-pintada na Fazenda Milagres, região do Pantanal do Paiaguás, em Corumbá, no último sábado (4).
O incidente ocorreu por volta das 16h, mas a complexidade da localização da propriedade rural – a mais de 200 km ao norte da cidade e de difícil acesso por vias terrestres ou fluviais – atrasou o atendimento. O Corpo de Bombeiros só conseguiu iniciar o socorro durante a noite.
Devido à gravidade e à distância, o transporte de Flávio até a Santa Casa será realizado por um helicóptero do Exército.
Vítima Atingida na Cabeça, Rosto e Membros
O pedido de socorro foi articulado por Ednir de Paula, presidente do Instituto Mulher Negra do Pantanal, que presta apoio aos colonos do Taquari. A vítima apresentava ferimentos profundos na cabeça, rosto, braços e pernas.
A esposa de Flávio, Sandra, relatou o susto ao ver o marido chegar ao sítio onde moram, próximo à sede da fazenda, ensanguentado e gritando de dor. "Foi um choque para todos aqui", afirmou.
Frequência de Ataques Preocupa Moradores
Moradores da região manifestam preocupação com o aumento da presença dos felinos. Luzia Pires da Silva, mãe de Sandra e residente no Bracinho, colônia do Taquari, mencionou que os ataques de onças têm se tornado frequentes na área. "Onça é o que mais tem aqui, virou uma praga. Está comendo os bichos domésticos e até os carneiros do vizinho", disse ela.
Ednir de Paula afirmou ter feito denúncias frequentes às autoridades, incluindo o Ministério Público Federal, a respeito dos riscos de ataques de onças, somados ao abandono e violações de direitos humanos sofridos pelos colonos.
Este não é o primeiro ataque fatal registrado na região em 2024. Em abril, Jorge Ávalo, de 60 anos, morreu após ser atacado por uma onça-pintada no pesqueiro Touro Morto, na confluência dos rios Miranda e Aquidauana. A vítima era caseiro em uma propriedade isolada, acessível apenas por barco ou helicóptero.






