Paulo Corrêa articula votos para voltar à presidência da Assembleia
- porRedação
- 13 de Outubro / 2026
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O deputado estadual Paulo Corrêa (PL), que já comandou a Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, voltou a movimentar os bastidores políticos em busca de apoio para retornar à presidência da Casa. Experiente na condução dos trabalhos legislativos e na articulação entre os parlamentares, ele iniciou as conversas sobre a sucessão logo após o primeiro turno das eleições e afirma já ter contabilizado votos favoráveis ao seu nome.
A disputa, no entanto, está longe de um acordo. O governador Eduardo Riedel (PP) foi informado de que não existe consenso entre os deputados e de que uma eventual tentativa de impor um nome poderá provocar desgastes políticos dentro do Legislativo.
Paulo Corrêa levou ao governador um panorama da divisão entre os parlamentares. Diante das manifestações recebidas, Riedel sinalizou que pretende deixar as discussões sobre a presidência para depois do segundo turno das eleições.
A trajetória de Corrêa pesa na disputa. Além de ter presidido a Assembleia durante o governo de Reinaldo Azambuja, ele ocupou a primeira-secretaria na gestão de Riedel, posição estratégica na estrutura administrativa da Casa. Apesar da experiência acumulada, o deputado enfrenta concorrência de colegas interessados em assumir o comando do Legislativo.
Entre os nomes colocados na disputa estão Coronel David (PL), Pedro Caravina (PL) e Zé Teixeira (PL). Coronel David já declarou que não pretende abrir mão da oportunidade, lembrando que recuou em uma disputa anterior. Zé Teixeira também manifestou interesse na presidência, embora tenha como objetivo ocupar a primeira-secretaria, cargo atualmente exercido por Gerson Claro (PP), que não pode concorrer à reeleição para a presidência.
O PL possui nove das 24 cadeiras da Assembleia Legislativa e precisa conquistar mais quatro votos para alcançar a maioria necessária. Nesse cenário, a capacidade de articulação de Paulo Corrêa e as negociações internas do partido serão determinantes para definir os rumos da eleição.
O presidente estadual do PL, Reinaldo Azambuja, também terá papel importante nas conversas. Até o momento, ele não anunciou publicamente quem pretende apoiar, alegando estar concentrado na campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. Entretanto, acordos políticos anteriores poderão influenciar o posicionamento dos deputados reeleitos.
A sucessão na Assembleia deverá exigir diálogo e habilidade política. Com experiência na presidência e trânsito entre diferentes setores do Legislativo, Paulo Corrêa busca consolidar seu apoio em uma disputa na qual a construção de maioria será decisiva e qualquer tentativa de imposição poderá ampliar as divergências entre os parlamentares.






