Pastores pedem afastamento de presidente do Conselho Evangélico por má gestão e denúncias de imoralidade

| Créditos: Reprodução/Instagram


Cinco pastores evangélicos entraram com uma ação judicial para afastar Wilton Melo Acosta da presidência do Conselho Estadual de Pastores Evangélicos (Consepa-MS). O grupo alega conflito de interesses, imoralidades e falta de transparência na gestão financeira, incluindo recursos de eventos como a Marcha para Jesus.

Os denunciantes – Carlos José Storki de Deus, Ivan de Souza, Daniel Souza Brito, Ellen Barbosa Lopes de Melo e Dirceu Mathias de Oliveira Junior – citam que Acosta já responde a um processo por desvio de dinheiro na Fundação do Trabalho de MS, em 2016.

Em março, membros do Conselho de Ética do Consepa-MS já haviam avaliado a conduta de Acosta. As acusações incluíam uso de recursos da entidade para fins pessoais, delegação de funções estatutárias a pessoas externas ao Conselho, ofensas a outros membros e falta de prestação de contas de receitas de eventos.

Após a suspensão pelo Conselho de Ética, Acosta convocou uma assembleia-geral extraordinária em maio, empossando novos diretores e permanecendo no cargo. Diante disso, os advogados dos acusadores ajuizaram uma ação solicitando o afastamento e a anulação dos atos de Acosta por falta de publicidade na eleição. No entanto, o juiz negou o pedido de urgência, alegando a necessidade de ouvir o presidente antes de qualquer medida.

Denúncias detalhadas

Entre as denúncias, há registros de conversas onde Acosta teria ofendido o pastor Malquiel de Camargo com termos como "safado" e "endemoniado", em uma contenda pessoal envolvendo uma dívida de R$ 18 mil. O Conselho de Ética sugeriu uma retratação pública, recusada por Acosta.

O Conselho de Ética também apontou conflito de interesses, questionando a atuação de Acosta simultaneamente como fornecedor de serviços e presidente do Conselho. A empresa de Acosta, WK Comunicação LTDA, teria recebido cerca de R$ 100 mil da Fundação de Cultura de MS apenas em 2024, por contratação de shows gospel.

Falta de transparência financeira

Pastores, como Dirceu Mathias de Oliveira Junior, denunciaram a falta de transparência na gestão financeira de Acosta, com a ausência de registro de dinheiro em espécie proveniente de mensalidades de conselhos municipais e convênios com prefeituras. Membros do conselho fiscal afirmaram nunca ter recebido relatórios financeiros para apreciação.

A atuação da empresa Criative Music LTDA também foi mencionada, com a denúncia de que a empresa, que recebeu R$ 3,2 milhões da Fundação de Cultura em 2024 para shows na Marcha para Jesus, pagaria o aluguel de um veículo para Acosta. A comissão de ética optou por não aprofundar essa apuração.

O processo segue em andamento, aguardando a manifestação do pastor Wilton Melo Acosta. O espaço permanece aberto para ele e os demais citados se manifestarem.

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