Pastor é condenado a 71 anos de prisão por abusos contra a própria filha em MS

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A Justiça de Mato Grosso do Sul sentenciou um homem, que atuava como líder religioso, a uma pena de 71 anos de reclusão em regime fechado. A decisão fundamenta-se na prática de crimes de estupro sistemático, perseguição e violência psicológica cometidos contra a própria filha.

De acordo com o processo, as agressões ocorreram ao longo de um período de vulnerabilidade familiar, aproveitando-se da proximidade e da autoridade exercida pelo réu. As investigações apontaram que o condenado utilizava mecanismos de controle, incluindo o rastreio do aparelho celular da vítima, para monitorar seus passos e manter o ciclo de abusos.

Além da privação de liberdade, a sentença estabeleceu o pagamento de uma indenização mínima de R$ 10 mil à vítima por danos morais. O valor fixado pela esfera criminal não impede que novas reparações sejam solicitadas na área cível.

O caso, que tramita sob segredo de Justiça para garantir a proteção e a privacidade da vítima, reforça a aplicação de agravantes previstas na legislação para crimes cometidos por parentes e pessoas em posição de confiança. O réu já foi encaminhado ao sistema prisional para o início do cumprimento da pena.

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