Paraguai intensifica operações para capturar líder de rede de pistoleiros na fronteira com MS

| Créditos: Foto: Reprodução/FTC


As forças de segurança paraguaias, com o apoio de 42 soldados da Força-Tarefa Conjunta (FTC) do Exército, mantêm uma intensa operação de caçada a Éder Rolando Giménez Duarte, conhecido como "Largo." O suspeito é apontado pelas autoridades como o chefe de uma perigosa organização criminosa responsável por uma recente escalada de homicídios por encomenda (sicariato) na região de fronteira entre Pedro Juan Caballero (Paraguai) e Ponta Porã (MS).

O Comissariado de Investigação Criminal da Polícia Nacional do Paraguai classifica "Largo" como o mentor dos ataques, que busca impor seu domínio no Departamento de Amambay ao recrutar jovens atiradores. O Governo do Paraguai determinou a ofensiva com o objetivo declarado de desmantelar o grupo.

A rede de "Largo" é suspeita de envolvimento em pelo menos três execuções recentes na área. Entre os casos está o assassinato de Éderson Salinas, vulgo "Ryguasu," e um tiroteio que resultou na morte colateral de um mecânico brasileiro, atingido por bala perdida enquanto fazia compras.

Especialistas em criminologia indicam que a onda de violência na fronteira reflete uma dupla lógica: a atuação de "empresários do crime" na resolução de conflitos entre grupos criminosos e a "banalização da violência," onde serviços de execução tornam-se acessíveis para resolver conflitos interpessoais ou empresariais.

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