Para investigadores, licitação em Terenos era apenas fachada

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O prefeito de Terenos, Henrique Wancura Budke (PSDB), segue preso após decisão judicial que apontou indícios de fraudes em licitações, direcionamento de contratos e cobrança de propina. A investigação do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) sustenta que o esquema envolvia empresários e servidores, com manipulação de propostas e apresentação de concorrências fictícias.

Segundo os autos, empresas combinavam valores antes mesmo da abertura dos certames, simulando disputas para legitimar contratos já definidos. Em troca, haveria repasse de propina ao prefeito. O caso inclui obras em escolas e serviços de recapeamento asfáltico.

Os investigadores apontam ainda evolução patrimonial considerada incompatível com os rendimentos do prefeito, que declarou à Justiça Eleitoral ter triplicado seus bens entre 2020 e 2024. Avaliações paralelas indicam que o crescimento real seria ainda maior.

Henrique nega as acusações, alega inocência e pediu afastamento do cargo para se dedicar à defesa.

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