Pantanal de MS é ignorado no documento final da COP30, apesar da presença no evento

| Créditos: Álvaro Rezende/ Bruno Rezende


A 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), encerrada recentemente em Belém (PA), gerou frustração entre ambientalistas e especialistas do Mato Grosso do Sul após a divulgação de seu relatório final. O documento não incluiu menções específicas ou medidas de proteção voltadas para o Pantanal, a maior planície alagável do mundo.

Apesar da forte representação do bioma durante o evento, onde sua relevância para a biodiversidade e o sequestro de carbono foi apresentada a líderes e autoridades globais, o texto final não contemplou a proteção das áreas úmidas, um ponto crucial para o ecossistema.

De acordo com o Instituto SOS Pantanal, a única ação prática relacionada à região que avançou foi a discussão sobre o manejo integrado do fogo, um sistema de gestão sustentável para uso da queimada. O Instituto Homem Pantaneiro (IHP) também confirmou que o bioma foi amplamente debatido durante os encontros.

No entanto, a ausência de diretrizes de proteção no relatório oficial decepcionou os especialistas. Além disso, o texto da COP30 foi criticado por ser, de forma geral, insuficiente para lidar com a urgência da crise climática, principalmente pela falha em incluir medidas claras para a eliminação gradual dos combustíveis fósseis.

A esperança agora é que a pauta da proteção das áreas úmidas seja incorporada e debatida de forma prioritária na próxima conferência, a COP31, a ser realizada na Turquia.

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