Paciente transplantado perde visão após agressão em frente a clínica
- porRedação
- 27 de Janeiro / 2026
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Um paciente transplantado, de 44 anos, sofreu lesões gravíssimas no olho esquerdo após ser agredido com um soco por um andarilho, de 26 anos, na manhã de segunda-feira (26), em Campo Grande. A vítima, moradora de Nova Andradina, aguardava a abertura de uma clínica oftalmológica na Avenida Arquiteto Rubens Gil de Camillo, na região da Chácara Cachoeira, quando foi atacada.
As agressões ocorreram por volta das 5h12 e foram registradas por câmeras de segurança. O paciente havia passado recentemente por um transplante de córnea e, devido à violência do golpe, teve o enxerto rompido, necessitando de um novo procedimento cirúrgico de urgência.
De acordo com o médico responsável pelo atendimento inicial, a força do soco rompeu os pontos da cirurgia, causando extravasamento do conteúdo do globo ocular. Laudo médico aponta ruptura do enxerto de córnea, perda vítrea e baixa acuidade visual, com alto risco de perda definitiva da visão.
“O exame mostra ruptura do enxerto de córnea realizado anteriormente, com perda vítrea e baixa acuidade visual”, destaca o documento, que também informa a necessidade de acompanhamento oftalmológico frequente e a possibilidade de novas intervenções cirúrgicas. Mesmo assim, o dano é considerado permanente.
Polícia pede prisão preventiva
Diante da gravidade do caso, o delegado Felipe Alvarez Madeira, da Depac-Cepol, solicitou a prisão preventiva do suspeito. Conforme a Polícia Civil, o andarilho possui ao menos sete registros policiais por crimes semelhantes e já era conhecido na região pelo comportamento agressivo.
Durante diligências, os policiais constataram que, momentos antes da prisão, o suspeito havia agredido outra pessoa em frente à mesma clínica. Após a prisão em flagrante, ele deve passar por audiência de custódia nos próximos dias.
Clínica promete reforçar segurança
Em nota, o diretor administrativo da clínica, Bruno Capobianco, informou que o horário de funcionamento do local é das 6h às 22h e que, no momento da agressão, não havia colaboradores no estabelecimento.
“Nunca tivemos nenhum caso semelhante. Há trânsito de pessoas em situação de rua na região, mas nada próximo disso. Vamos estudar medidas para ampliar a segurança fora do horário de funcionamento”, afirmou.
Insegurança na região
Moradores e trabalhadores da Chácara Cachoeira relatam que episódios de violência e intimidação vêm ocorrendo há meses. Lucas Nogueira de Oliveira, funcionário de uma cafeteria próxima, afirma ter sido agredido pelo mesmo suspeito em junho de 2025, após uma discussão envolvendo a doação de alimentos.
“Depois da agressão, ele continuou rondando o local e intimidando. Em outra ocasião, agrediu uma pessoa que apenas atravessava a rua”, contou.
A atendente Luana Mirielly Gomes de Almeida, de 29 anos, relata medo constante, principalmente entre mulheres que trabalham no período noturno. “Ele anda com faca, ameaça, intimida. Todos aqui ficam com medo”, afirmou.
O caso reacende o debate sobre segurança pública na região e a necessidade de medidas preventivas para proteger trabalhadores e pacientes que circulam pelo local, especialmente fora do horário comercial.






