Operação Spotless cumpre 16 mandados de prisão contra esquema de corrupção em prefeitura de MS
- porRedação
- 09 de Setembro / 2025
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Uma força-tarefa do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) e do Grupo Especial de Combate à Corrupção (GECOC) cumpriu, na manhã desta terça-feira, 16 mandados de prisão preventiva e 59 de busca e apreensão no município de Terenos, Mato Grosso do Sul. A ação, batizada de Operação Spotless, teve como alvo uma organização criminosa suspeita de desviar licitações públicas.
Entre os presos está o prefeito da cidade, Henrique Wancura (PSDB), apontado pelas investigações como o líder e principal articulador do esquema.
De acordo com o Gaeco, o grupo atuava com núcleos de atuação definidos para fraudar o caráter competitivo das licitações. A investigação apurou que servidores públicos foram corrompidos para elaborar editais "moldados" e simular uma competição legítima, com o objetivo de direcionar os contratos para empresas específicas participantes do esquema. O valor dos contratos fraudados somente no último ano ultrapassou R$ 15 milhões.
O suposto esquema também envolvia o pagamento de propina a agentes públicos. Em troca, os funcionários atestavam falsamente o recebimento de produtos e serviços e agilizavam os pagamentos das notas fiscais emitidas pelas empresas envolvidas.
As investigações que levaram à Operação Spotless tiveram início a partir de provas extraídas de celulares apreendidos na Operação Velatus, compartilhadas com autorização judicial. O material teria revelado o modus operandi da organização e identificado seus integrantes.
O nome "Spotless" (que significa "imaculado" em inglês) foi escolhido para simbolizar a necessidade de que os processos de contratação pública sejam conduzidos de forma limpa, sem vícios ou irregularidades.
As defesas dos investigados têm o direito de se manifestar perante a Justiça. As informações divulgadas partem dos órgãos de investigação.






