Operação policial prende líder do PCC em Sonora e mata outro suspeito em confronto

| Créditos: Divulgação/PCMS


Uma ação conjunta da Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Rodoviária Federal, Coordenadoria de Perícias e Grupo Aéreo resultou na prisão de Melquisedeque da Silva, apontado como líder do Primeiro Comando da Capital (PCC) em Sonora, a 360 km de Campo Grande. Ele é suspeito de envolvimento em um homicídio em Coxim.

Durante a Operação Integrar, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão, com o objetivo de desarticular organizações criminosas que disputam o controle do tráfico na região. Um dos alvos, José Adriano Candido da Silva, também identificado como líder do grupo, morreu após troca de tiros com a polícia. Ele estava armado e portava drogas.

Foram apreendidos entorpecentes, uma arma de fogo, celulares e cigarros contrabandeados.

Contexto: Conflito entre facções

No início do ano, circulou nas redes sociais a informação de uma possível trégua entre o PCC e o Comando Vermelho (CV). Mensagens atribuídas a líderes das facções, como Marcola (PCC) e Marcinho VP (CV), sugeriam o fim dos confrontos. No entanto, a Secretaria de Segurança Pública de MS afirmou que não havia confirmação do acordo.

Violência em Sonora

Desde janeiro, a disputa entre facções resultou em uma série de assassinatos na cidade:

8 de janeiro: Ruan Henrique Lima, 22 anos, morto a tiros (ligado ao PCC).

20 de janeiro: Tiago Valdecir Sandrim, 27 anos, dono de pizzaria, executado por engano.

21 de janeiro: Rhariston Alves de Souza, suspeito de matar Tiago, morre em confronto com a PM.

28 de fevereiro: Juvenal Santos Silva, 62 anos, assassinado (alvo errado).

15 de maio: Estudante João Vitor de Oliveira, 21, e professor Jair Ferreira Jara, 49, executados próximo a uma escola. Junto aos corpos, um recado assinado pelo CV ameaçava novos alvos.

A operação desta terça-feira é mais uma etapa no combate à escalada de violência na região.

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