Operação investiga dois servidores por suposto esquema em contratos de iluminação em Campo Grande
- porRedação
- 19 de Dezembro / 2025
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| Créditos: Foto: Leo de França/Midiamax
Uma força-tarefa composta pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) e pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) cumpriu mandados de busca e apreensão na manhã desta sexta-feira (19) em Campo Grande. A ação faz parte da Operação "Apagar das Luzes", que apura irregularidades em licitações e contratos de manutenção da rede de iluminação pública da capital sul-mato-grossense.
De acordo com as autoridades, o prejuízo aos cofres públicos por meio de superfaturamento pode chegar a R$ 62 milhões. Os levantamentos indicam um possível conluio entre empresas privadas e funcionários da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep).
Perfis dos investigados e posicionamento oficial
Entre os alvos da investigação estão dois servidores públicos vinculados à pasta de infraestrutura. O titular da Sisep, Marcelo Miglioli, detalhou que um dos suspeitos é um engenheiro da ativa, enquanto o outro atuou como gerente do setor de iluminação, tendo se aposentado no decorrer de 2025.
Em declaração à imprensa, o secretário afirmou que a prefeitura aguarda o compartilhamento de provas materiais para tomar medidas administrativas. "Estamos lidando com investigações iniciais e, no momento em que houver elementos substanciais, instauraremos o Processo Administrativo Disciplinar (PAD)", esclareceu Miglioli, ressaltando que, por ora, as atividades das empresas e dos servidores seguem o fluxo normal para evitar decisões precipitadas sem o devido trâmite jurídico.
Histórico dos contratos
A Prefeitura de Campo Grande informou, por meio de nota oficial, que os processos licitatórios sob suspeita são remanescentes de gestões passadas. O Executivo municipal destacou ainda que está colaborando integralmente com os órgãos de controle, fornecendo toda a documentação solicitada pelos agentes do Gecoc.
A investigação foca em contratos estabelecidos em 2024 que receberam aditivos e reajustes considerados atípicos pelos investigadores. Além da Sisep, empresas contratadas também foram alvo de buscas tanto em Mato Grosso do Sul quanto em Santa Catarina.






